De olho em título inédito, Marcelo Melo já projeta decisão no Finais da ATP
Mais Esportes|Do R7
Miguel Luengo. Londres, 14 dez (EFE).- Classificado para as semifinais de duplas nas Finais da ATP em parceria com o croata Ivan Dodig, Marcelo Melo ainda tem chances de conseguir um título na boa temporada em que chegou nas finais dos torneios de Monte Carlo, Toronto e Tóquio. Em entrevista concedida à Agência EFE, o brasileiro falou sobre a carreira, rebateu polêmicas e revelou a satisfação chegar às semis do torneio em Londres depois de uma apertada fase de grupos. Sobre o próximo desafio da dupla, contra Robert Lindstedt e Lukasz Kubot, o brasileiro se mostrou otimista em conseguir um lugar na final e já cogita um duelo na final contra os irmãos americanos Bob e Mike Bryan, melhores do mundo no ranking de duplas da ATP. "Vai ser jogo duro. É claro que não queremos jogar contra os Bryan, que são os melhores da história, mas aqui não se pode escolher muito. São as oito melhores duplas do ano. O objetivo é se classificar para as finais. Ser primeiro ou segundo não muda muito na verdade". A classificação de Melo e Dodig para as semifinais veio com o segundo lugar do grupo B. A dupla passou de fase com duas vitórias e uma derrota nas três partidas disputadas. "Estamos muito contentes porque jogamos uma fase de grupos muito boa, disputamos três partidas duríssimas e ganhamos duas. Contra Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselen nós nos perdemos um pouco no final. Eles são dois jogadores de alto nível e não estamos muito contentes por ter perdido esse jogo, mas felizes por estarmos nas semifinais", disse. O título inédito nas Finais da ATP seria a glória e também um alívio para Melo e Dodig. Apesar de terem chegado ao torneio como uma das oito melhores duplas do ranking, não conseguiram levantar nenhuma taça no circuito. No entanto, a dupla fez boas campanhas ao longo da temporada, com destaque para os torneios de Monte Carlo, Toronto e Tóquio, nos quais chegaram à decisão. "Essa temporada foi muito especial pelos problemas que eu e Ivan (Dodig) tivemos, já que não jogamos três Grand Slams. Eu me lesionei na Austrália e o Ivan não jogou Roland Garros e Wimbledon e outros dois Masters 1000, então conseguir a classificação para as Finais da ATP sem esses torneios são quase dez mil pontos sem atuar juntos", disse. "Para nós, isso é algo muito importante e prova que podemos jogar bem. Agora estamos nas semifinais e queremos chegar à final. A temporada foi muito boa e estar aqui é fenomenal", acrescentou. Em setembro, o Brasil venceu a Espanha e voltou ao Grupo Mundial da Copa Davis. Marcelo Melo fez parte do triunfo brasileiro e contribuiu com a vitória sobre Marc Lopez e David Marrero ao lado de Bruno Soares, outro destaque brasileiro nas duplas. "Na Copa Davis, eu e Bruno (Soares) jogamos muito bem. A partida de duplas contra Marc e Marrero foi muito difícil. Acho que a Espanha teve um pouco de azar na partida de Pablo Andújar contra o Thomaz Bellucci porque ele (Andújar) teve um match point e poderia ter sido diferente. Mas o tênis é assim e, às vezes, um centímetro pode mudar tudo na Copa Davis", comentou. Sobre a parceria com Bruno Soares, com quem jogou de 2009 a 2011 e em algumas ocasiões posteriores, Marcelo Melo explicou o motivo da separação da dupla e não descartou a possibilidade de voltarem a jogar juntos. "Jogamos juntos durante dois anos, mas o Bruno decidiu buscar outro companheiro para chegar mais longe e, no final, ambos acertamos. Isso não quer dizer que não voltaremos a jogar juntos no futuro". Feliz por disputar o torneio de duplas das Finais da ATP, o tenista, ao ser perguntado se gostaria de estar disputando as simples, deixou claro sua preferência. "Eu daria muito por isso, mas desde pequeno sempre me senti melhor nas duplas, sempre joguei com meus pais. Às vezes, preferia duplas a simples", comentou. Em declarações recentes, o espanhol Marc López alfinetou ao dizer que só os "fracassados" em simples jogam nas duplas. Com exemplos de opiniões e situações que provam o contrário, Marcelo Melo rebateu a crítica. "Respeito a opinião de cada um, mas já ouvi Roger Federer e Grigor Dimitrov falarem muito bem das duplas. Federer disse uma vez que os que só jogam duplas têm um talento um pouco diferente porque são mais rápidos na rede e têm melhores voleios, isso eu posso confirmar", disse. "Eu não compartilho da opinião que só os fracassados em simples jogam duplas porque, se for assim, os melhores de simples ganhariam tudo nas duplas, e isso não acontece. Nós ganhamos de Federer, Nadal e Murray nas duplas. Se nosso nível fosse tão baixo, eles ganhariam todos os torneios de duplas", concluiu. EFE mlm/vnm ?












