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De A a Z, tudo o que você precisa saber sobre a história do Super Bowl

New England Patriots e Seattle Seahawks fazem a 60 ª final do evento neste domingo (8)

Mais Esportes|Don Riddell, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Super Bowl LX traz um confronto inusitado entre New England Patriots e Seattle Seahawks, ambos com odds de 50-1 no início da temporada.
  • Se os Patriots vencerem, conquistarão seu sétimo título, um feito sem precedentes na história da NFL.
  • O evento, que está em seu 60º ano, é conhecido pelo grande espetáculo, incluindo shows musicais, como a apresentação histórica de Bad Bunny.
  • Os comerciais durante o Super Bowl se tornaram tão icônicos quanto o jogo, com preços exorbitantes para os anunciantes e recordes de audiência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

New England Patriots e Seattle Seahawks jogam o Super Bowl LX Tyler Kaufman/AP via CNN internacional

O Super Bowl LX está quase chegando, e o confronto entre o New England Patriots e o Seattle Seahawks promete ser fascinante.

Poucos esperavam que qualquer uma das duas equipes chegasse tão longe; ambas começaram a temporada com odds superiores a 50-1, e nenhum dos quarterbacks, Sam Darnold ou Drake Maye, havia vencido sequer um jogo de playoff antes desta campanha.


Na temporada passada, os Patriots perderam 13 jogos. Nenhum time jamais se recuperou tão rapidamente a ponto de chegar ao Super Bowl, e, se vencerem novamente neste domingo, se tornarão a primeira equipe a conquistar o título sete vezes.

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A história também será feita no show do intervalo, já que Bad Bunny se tornará o primeiro artista latino masculino a se apresentar.


Agora em seu 60º ano, este é um dos maiores eventos de todo o esporte. Então, para entrar no clima da expectativa que vem pela frente, aqui está um guia de A a Z sobre a história e as tradições do Super Bowl.

A é de Anthem (Hino)

Não há evento esportivo no mundo que abrace o espetáculo como o Super Bowl, e em nenhum outro lugar “The Star-Spangled Banner” (o hino dos Estados Unidos) tem audiência garantida de mais de 100 milhões de americanos. A apresentação é sempre analisada com lupa, caso alguém desafine ou erre a letra do hino nacional.


Billy Joel já cantou duas vezes; o ator das décadas de 1930 e 1940 Pat O’Brien preferiu declamar a letra no Super Bowl IV, em 1970; e a interpretação de Whitney Houston em 1991, durante a Guerra do Golfo, é considerada a melhor — mesmo ela tendo revelado depois que foi dublada. Angelical.

B é de Bills

Ninguém conhece a dor como o Buffalo Bills, que disputou quatro Super Bowls consecutivos e perdeu todos. O Bills nunca venceu o Super Bowl e não retorna ao maior palco do futebol americano desde sua última e fatídica aparição, em 1994. Brutal.


C é de comerciais

Há algo para todos no domingo do Super Bowl, e os intervalos comerciais se tornaram parte essencial do entretenimento. Alguns anúncios são tão aguardados que chegam a ganhar trailers próprios.

Grandes marcas planejam suas campanhas anuais em torno do jogo e pagam caro para expor seus produtos na maior vitrine do mundo.

A NBC diz que vendeu todo o espaço publicitário do Super Bowl LX antes mesmo do início da temporada. Com um comercial de 30 segundos custando, em média, US$ 8 milhões (aproximadamente R$ 41,8 milhões), isso dá US$ 266.667 (R$1,3 milhões) por segundo. Caríssimo.

D é de defesa

Dizem que “o ataque vence jogos, a defesa ganha campeonatos”, e isso nunca foi tão verdadeiro quanto no Super Bowl XII, quando o Dallas Cowboys venceu o Denver Broncos por 27 a 10.

Os defensores Harvey Martin e Randy White somaram três sacks e lideraram uma defesa que forçou oito turnovers e limitou Denver a apenas 156 jardas totais. Foram tão dominantes que é a única vez em que dois MVPs foram eleitos na mesma partida. Apocalíptico.

E é de Elvis

Sim, Elvis realmente se apresentou no show do intervalo do Super Bowl — mas não aquele Elvis. Em 1989, o Joe Robbie Stadium, em Miami Gardens, na Flórida, virou palco de um grande truque de mágica no intervalo, comandado por “Elvis Presto”.

O show foi transmitido em 3D, e quem comprou refrigerantes promocionais ganhou os óculos para assistir. Curiosamente, o artista escalado para viver Elvis desistiu para gravar um comercial de jeans Lee, e Alex Cole assumiu com apenas três dias de antecedência. Ele saiu no auge: disse depois que aquela foi a última vez que se apresentou em um palco. Hipnotizante.

F é de Forty Niners

Um dos times mais vitoriosos do Super Bowl, o San Francisco 49ers venceu cinco vezes, duas delas de forma recorde. No Super Bowl XXIV, em 1990, o San Francisco marcou 55 pontos contra o Broncos, um recorde.

Cinco anos depois, participou do Super Bowl mais pontuado da história: o Chargers fez 26 pontos; o 49ers, claro, fez 49. Formidável.

G é de Gatorade

É o líquido colorido despejado sobre o técnico campeão ao fim do jogo. O New York Giants já jogava Gatorade no técnico Bill Parcells durante as temporadas de 1984 e 1985, e após a vitória no Super Bowl XXI, em 1987, o banho virou tradição.

Hoje, torcedores até apostam na cor do Gatorade — mas nunca foi vermelho. Dada a semelhança com sangue, provavelmente nunca será. Nojento.

H é de Halftime (intervalo)

O show musical do intervalo se tornou tão aguardado quanto o próprio jogo, e montá-lo exige um feito extraordinário de planejamento.

Assim que os jogadores vão para os vestiários, ao fim do segundo quarto, centenas de profissionais têm pouco mais de seis minutos para levar dezenas de estruturas ao campo e montar palco, iluminação, telões e sistemas de som.

Depois, têm tempo parecido para desmontar tudo antes do segundo tempo. Impressionante. Correria.

I é de International audience (audiência internacional)

O Super Bowl não é gigante apenas nos Estados Unidos; tornou-se um evento global. Segundo dados mais recentes da NFL, o jogo é transmitido ao vivo em 195 países e territórios, com comentários em 25 idiomas.

A liga também afirma ter colaborado com o Departamento de Estado dos EUA para realizar 150 eventos em 65 países ao redor do mundo. Enraizado.

J é de Joe Namath

A primeira grande estrela da era do Super Bowl. Em 1969, “Broadway Joe” liderou o New York Jets em uma vitória surpreendente contra o Baltimore Colts, então favorito por 18 pontos, cumprindo a garantia de vitória que havia feito dias antes.

A mídia adorou o carisma e o estilo de Namath, e o triunfo dos Jets no Super Bowl III marcou a primeira vitória de um time da AFL, legitimando a liga. Ídolo.

K é de Kickoff (pontapé inicial)

Há mais de 30 anos, o jogo começa às 18h30 (horário da Costa Leste dos EUA), o que permite à NFL maximizar a audiência doméstica e o valor comercial.

Os EUA continentais têm quatro fusos horários, o que significa que espectadores da Costa Leste conseguem assistir ao menos até o intervalo, enquanto na Costa Oeste o jogo acontece do fim da tarde ao início da noite. Estratégico.

L é de Left Shark

Algumas das imagens mais marcantes do Super Bowl não têm nada a ver com o jogo. Caso clássico: o homem fantasiado de tubarão de 2,10 metros dançando ao lado de Katy Perry em 2015. Durante “Teenage Dream”, o tubarão da direita estava sincronizado; o da esquerda parecia viver em outro mundo.

O Left Shark viralizou e virou fenômeno cultural. O dançarino Bryan Gaw revelou depois que sua performance era propositalmente improvisada e, mesmo tendo deixado a turnê de Perry para virar cabeleireiro, ainda destaca o papel de Left Shark em seu currículo. Maluco.

M é de MVP

De Tom Brady a Joe Montana, Terry Bradshaw e Patrick Mahomes, os maiores nomes do esporte já foram eleitos MVP do Super Bowl mais de uma vez.

Em 59 edições até hoje, o MVP terminou no time vencedor, com exceção do Super Bowl V, em 1971, quando o linebacker Chuck Howley, do Cowboys, recebeu o prêmio apesar da derrota para o Colts por 16 a 13. Ele teve duas interceptações e forçou um fumble, mas não foi suficiente. Atenuante.

N é de Nielsen ratings

O Super Bowl é um gigante da televisão. Segundo a Nielsen, empresa que mede audiência, o principal evento da NFL não tem rival no esporte ou no entretenimento.

Uma audiência média recorde de 127,7 milhões de pessoas assistiu ao último Super Bowl nos EUA, superando o recorde anterior de 123,7 milhões. Entre as transmissões mais assistidas de todos os tempos, o Super Bowl domina o top 20. Notável.

O é de overtime (prorrogação)

Apenas duas vezes o Super Bowl passou dos 60 minutos regulamentares, e em ambas os vencedores viraram grandes desvantagens para erguer o troféu.

Mesmo liderando os Patriots por 25 pontos, o Falcons perdeu o Super Bowl LI. E o 49ers deixou escapar uma vantagem de 10 pontos contra o Chiefs no LVIII. Ai.

P é de Patriots ou Pittsburgh

Esses dois times venceram o Super Bowl seis vezes cada, recorde absoluto. Ninguém conhece melhor o jogo do que os Patriots, que já fizeram 11 aparições.

Se vencerem o Seahawks neste domingo, ficarão sozinhos no topo do ranking de vitórias. Fenomenal.

Q é de quarterback

O quarterback é o coração de qualquer time da NFL e costuma ser o centro das atenções no Super Bowl. E ninguém foi maior do que Tom Brady. Quase ignorado como a 199ª escolha do Draft de 2000, Brady se tornou o maior de todos os tempos.

Ao longo de 20 anos extraordinários, disputou 10 Super Bowls por Patriots e Buccaneers, vencendo sete. É um dos únicos dois QBs a ganhar o troféu Lombardi por duas franquias (o outro é Peyton Manning). Essencial.

R é de rings (anéis)

Nada identifica melhor um campeão do Super Bowl do que os anéis extravagantes. Muitos contam a história do jogo. O anel do Patriots do Super Bowl LI, de 2017, tem 283 diamantes, representando a virada após o 28 a 3 contra o Falcons.

O anel do Eagles do Super Bowl LII, em 2018, tem 127 diamantes no aro — soma dos números dos três jogadores envolvidos na jogada “Philly Special” contra o Patriots.

O anel do Buccaneers do Super Bowl LV, em 2021, tem até uma tampa removível, revelando uma miniatura do Raymond James Stadium. Régio.

S é de Super Ball

Sem a bolinha quicante, talvez ainda estivéssemos falando do “AFL–NFL World Championship Game”. Em 1966, Lamar Hunt, fundador da AFL, chamou espontaneamente o jogo decisivo entre as ligas de “Super Bowl”.

O comissário Pete Rozelle não gostou, mas, em 1969, o nome já era oficial. Hunt disse depois que se inspirou no brinquedo de borracha dos filhos, que conseguia quicar por cima de uma casa. Nas alturas.

T é de tickets (ingressos)

Havia cerca de 33 mil assentos vazios no Los Angeles Memorial Coliseum no Super Bowl I, em 1967 — cerca de um terço da capacidade. Desde então, todos os jogos tiveram ingressos esgotados, inclusive durante a pandemia.

E esqueça os US$ 12 cobrados em 1967 (cerca de US$ 116 hoje). Neste ano, segundo a Forbes, o preço médio é de US$ 7.500 (cerca de R$ 39 mil), um dos mais altos já registrados. O Super Bowl virou o maior evento FOMO do esporte mundial. Topo.

U é de unbeaten (invicto)

O Miami Dolphins de 1972 é o único time da NFL a terminar uma temporada invicto, vencendo o Super Bowl VII e fechando com 17-0.

O Patriots chegou perto em 2007, mas perdeu para o Giants no Super Bowl XLII e terminou 18-1. Os sobreviventes daquele Dolphins de 1972 ainda comemoram toda vez que o último time invicto da temporada perde. Único.

V é de Vince Lombardi

O lendário técnico levou o Green Bay Packers às vitórias nos dois primeiros Super Bowls, e seu nome foi dado ao icônico troféu da Tiffany após sua morte, em 1970. Venerável.

W é de wardrobe malfunction (falha no figurino)

Talvez o momento mais controverso da história do Super Bowl tenha ocorrido quando Justin Timberlake expôs brevemente o seio direito de Janet Jackson no intervalo de 2004.

Acidental ou não, o “Nipplegate” gerou enorme polêmica e um debate sobre decência pública e padrões de transmissão.

Durou apenas meio segundo, mas o escândalo se estendeu por anos, chegando à Suprema Corte, que acabou anulando as multas contra a CBS. Enquanto isso, a expressão “wardrobe malfunction” entrou nos dicionários. Ops.

X é de X

E de todos os outros numerais romanos que dão ar de grandeza ao Super Bowl. A NFL os adotou para evitar confusão, já que o jogo acontece no ano seguinte à temporada regular.

Desde o Super Bowl V, só uma vez a liga voltou aos números arábicos, por achar que o L (50) não ficava bonito. Fator X.

Y é de Young, Steve

Nem mesmo Tom Brady igualou o feito de Steve Young no Super Bowl XXIX, em 1995, quando lançou seis touchdowns, recorde absoluto.

Como nunca havia feito isso antes em nenhum jogo, Young descreveu o feito como “inacreditável”. Mais de 30 anos depois, ele ainda se surpreende por ninguém ter superado a marca. Histórico.

Z é de Zero

As estrelas que se apresentam no show do intervalo recebem US$ 0. Michael Jackson, Paul McCartney, Prince e Beyoncé já brilharam no palco da linha de 50 jardas, mas saíram sem cachê.

Ainda assim, poucos recusariam: a exposição para uma audiência global gigantesca vale fortunas em streaming, vendas de catálogo e divulgação de turnês. Bilionário?

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