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Curitiba escapa de cartão vermelho e Brasil evita vexame

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A Arena da Baixada de Curitiba foi confirmada como palco de quatro jogos da Copa do Mundo do Brasil-2014, confirmou nesta terça-feira o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, que no mês passado havia ameaçado excluí-la da competição por causa dos atrasos nas obras.

"Curitiba reconfirmada como sede, com base nas garantias financeiras, compromisso de todas as partes e progresso feito", publicou o dirigente em sua conta da rede social Twitter, minutos antes de uma entrevista coletiva realizada em Florianópolis, na véspera do seminário que reunirá os treinadores das 32 equipes que disputarão o Mundial, de 12 de junho a 13 de julho.


Valcke, porém, fez questão de salientar que muito trabalho ainda precisava ser feito. "Será uma corrida apertada contra o tempo e o esforço coletivo de todas as partes envolvidas em Curitiba deve continuar em ritmo forte", acrescentou.

Em 21 de janeiro, o secretário-geral tinha dado um ultimato até a data desta terça-feira para que "avanços significados sejam observados".


Na coletiva, ele avisou que a previsão de entrega da Arena da Baixada era o dia 15 de maio, pouco mais de um mês do primeiro jogo disputado no estádio.

"Vamos checar as outras instalações, para saber se estará tudo pronto, haverá testes nesse período", explicou.


A exclusão de Curitiba teria sido um enorme baque para o governo da presidente Dilma Rousseff, que promete ao mundo organizar a "Copa das Copas".

O país já teve sua imagem desgastada por vários atrasos, não apenas nas obras dos estádios, mas também nos aeroportos e nas infraestruturas de mobilidade urbana, em meio a um contexto social tenso, com a onda de manifestações que desde junho protestam contra a má qualidade dos serviços públicos e os gastos acarretados pela organização da competição.


A Arena da Baixada, que terá capacidade para 43.000 espectadores, receberá os duelos Irã-Nigéria (16 de junho, pelo grupo F), Honduras-Equador (20 de junho, pelo grupo E), Austrália-Espanha (23 de junho, pelo grupo B) e Argélia-Rússia (26 de junho, pelo grupo H). Caso o estádio fosse descartado, os quatro jogos seriam realocados para outras sedes.

De acordo com a Secretaria local da Copa (Secopa), as obras estão 90% concluídas.

Desde o ultimado de Valcke, o número de operários subiu de 980 para 1.380. A construção do teto e dos vestiários está em fase de finalização e o número de assentos instalados subiu de 2.000 para 15.000, enquanto o gramado já foi plantado e está sendo regado.

A menos de quatro meses do início da competição, outros três estádios ainda estão em obras. São eles a Arena Pantanal, de Cuiabá, o Itaquerão, de São Paulo, e a Arena da Amazônia, de Manaus.

O estádio da capital paulista, que receberá a partida de abertura entre Brasil e Croácia em 12 de junho, será entregue em meados de abril por causa de um acidente que causou a morte de dois operários em novembro.

Em Cuiabá também houve atraso, causado em parte por um incêndio, mas o secretário do Ministro dos Esportes, Luis Fernandes, que também estava presente na coletiva de Florianópolis, confirmou nesta terça-feira que "todos os estudos apontaram que não houve danos na estrutura".

O prazo inicial estipulado pela Fifa para a entrega dos 12 estádios era o dia 31 de dezembro.

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