Cruzeiro perde na Argentina e cai para 2º, mas depende de si para avançar
Mais Esportes|Do R7
Buenos Aires, 14 abr (EFE).- Após ter somado duas vitórias e dois empates nas partidas anteriores, o Cruzeiro deixou a lista de invictos da Taça Libertadores ao perder para o Huracán por 3 a 1 nesta terça-feira no estádio Tomás Adolfo Ducó, em Buenos Aires, mas continua dependendo apenas das próprias forças para se classificar para as oitavas de final. A derrota fez com que o atual bicampeão brasileiro caísse para o segundo lugar do grupo 3, com oito pontos, atrás do Universitario de Sucre, que venceu o lanterna e já eliminado Mineros de Guayana por 2 a 0 na Bolívia e foi a nove. A equipe argentina, que havia empatado seus quatro jogos anteriores, tem sete. Como se trata de um confronto direto, a Raposa depende de uma vitória sobre o Universitario na próxima terça-feira, no Mineirão, para passar de fase. Em caso de tropeço, precisará secar o 'Globo', como também é conhecido o time de Buenos Aires, que irá à Venezuela medir forças com o Mineros. O herói local em Buenos Aires foi Abila, que balançou a rede duas vezes e abriu 2 a 0 para o Huracán, ainda no primeiro tempo. Os visitantes descontaram no começo da etapa final, com gol de pênalti de Leandro Damião, mas logo em seguida Mancinelli deixou o dele e garantiu o triunfo dos donos da casa. Em Sucre, Castro, de cabeça, e Suárez fizeram os gols da vitória sobre o Mineros. O resultado deixou o representante boliviano, que disputa a Libertadores pela segunda vez, perto de debutar no mata-mata. O Cruzeiro vem dividindo as atenções entre a Libertadores e o Campeonato Mineiro, em que está no meio das semifinais contra o Atlético. Na ida, no último domingo, houve empate. As únicas mudanças que o técnico Marcelo Oliveira fez em relação ao clássico foram a volta do lateral-direito Mayke, que foi preservado, e de Willian. Judivan, que está disputando torneio com a seleção sub-20, ficou fora. Já Nestor Apuzzo voltou a contar com dois de seus titulares, o lateral-esquerdo Luciano Balbi e o meia Patricio Toranzo, ambos recuperados de problemas físicos. O jogo começou morno, e os goleiros demoraram a entrar em ação. Contudo, aos nove minutos do primeiro tempo, o Huracán e um jogador em especial deixaram claro o que estava por vir. Gamarra esticou buscando Abila, mas Paulo André se antecipou e fez um corte salvador. Aos 14 minutos, porém, o zagueiro nem ninguém da defesa conseguiu evitar o primeiro gol. Em lance iniciado com falta em Leandro Damião, Willians perdeu a bola ao tentar sair jogando, Abila foi lançado em impedimento, driblou Fábio e estufou a rede. A resposta da Raposa foi dada dois minutos depois, mas o empate não veio. Willian soltou a bomba de fora da área, e o goleiro Díaz deu rebote, mas Damião não conseguiu aproveitar. Mas o jogo era de Abila. Aos 23, o camisa 9 driblou Léo e chutou cruzado, tirando tinta da trave. Logo depois, aos 25, ele aproveitou jogada de Puch, que passou por Paulo André e foi ao fundo, e marcou mais um. O Cruzeiro não se entregava, mas errava bastante, principalmente nas finalizações. Aos 27 minutos, De Arrascaeta tabelou com Damião e chutou forte, mas por cima do alvo. Aos 34, os dois tentaram novamente, e Mena fez bom arremate na sobra, mas Díaz salvou. Tentando voltar a ter o controle das ações, o 'Globo' atacou novamente aos 37. Abila - sempre ele - incomodou mais uma vez três ao pegar sobra de um corte mal feito de Paulo André e chutou por cima do travessão. Com Gabriel Xavier em lugar de Willians, o atual bicampeão brasileiro passou a ter mais qualidade no passe e mais volume de jogo no segundo tempo. Essa melhora demorou a se refletir em chances de gol, mas aos 12 minutos isso mudou. Gabriel Xavier desceu pela esquerda e tocou para a área buscando Leandro Damião, que estava pronto para marcar, mas sofreu pênalti de Domínguez. O próprio centroavante cobrou no meio do gol e diminuiu. Contudo, em seu melhor momento na partida, o Cruzeiro levou um balde de água fria em uma falha de marcação. Toranzo bateu falta de muito longe e fez o balãozinho, a bola quicou nas costas da zaga e Mancinelli cabeceou para o gol, fazendo o terceiro. O ritmo da partida então caiu. O time da casa soube ficar com a bola para evitar sustos na defesa, mas não se arriscava tanto na frente. Aos 29, Puch levantou da direita, a zaga apenas olhou e Abila cabeceou perigosamente perto da trave direita. Incomodando cada vez menos, o time mineiro teve seu último bom ataque aos 38, com De Arrascaeta. Riascos, que entrou no segundo tempo, protagonizou bom lance individual e acionou o uruguaio, que bateu à esquerda. O Huracán ainda pôde transformar a vitória em goleada, aproveitando-se de mais um buraco na defesa cruzeirense, que não viveu uma boa noite. Abila recebeu livre na ponta esquerda e driblou Fábio de novo, mas ficou sem ângulo e errou o alvo. Ficha técnica:. Huracán: Díaz; Mancinelli, Nervo, Domínguez e Balbi; Villarruel, Vismara, Puch (Torassa), Toranzo (Gallegos) e Gamarra (Fabianesi); Abila. Técnico: Néstor Apuzzo. Cruzeiro: Fabio; Mayke, Léo, Paulo André e Mena (Pará); Willians (Gabriel Xavier), Henrique, Willian Farias e De Arrascaeta; Willian (Riascos) e Leandro Damião. Técnico: Marcelo Oliveira. Árbitro: Patrício Polic (Chile), auxiliado pelos compatriotas Carlos Astroza e Raúl Orellana. Cartões amarelos: Domínguez, Díaz (Huracán); Willian Farias, Paulo André e Henrique (Cruzeiro). Gols: Abila (2x) e Mancinelli (Huracán); Leandro Damião (Cruzeiro). Estádio: Tomás Adolfo Ducó, em Buenos Aires (Argentina). EFE dr/rd












