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BRASILEIRO 2022

Costa do Marfim encara o Japão e quer o melhor resultado do país em Copas

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Costa do Marfim, a seleção africana mais talentosa, e Japão estreiam neste sábado pelo Grupo C da Copa do Mundo em Recife, às 22h00, com a meta de alcançar as oitavas de final da competição pela primeira vez.

Em suas duas primeiras participações no torneio, em 2006 e 2010, a equipe liderada pelo craque Didier Drogba caiu nas duas vezes no chamado 'grupo da morte': com Argentina, Holanda e Sérvia na primeira vez, e contra Brasil, Portugal e Coreia do Norte na África do Sul há quatro anos.


Desta vez, a classificação entre os dois primeiros colocados do Grupo C parece mais acessível, em uma chave que conta com a Colômbia sem Radamel Falcão e duas seleções de menor peso, como Grécia e Japão.

O técnico dos marfinenses, o francês Sabril Lamouchi, contará com todas as estrelas do país, como Yaya Touré, melhor jogador africano nas últimas temporadas, Gervinho e, certamente, o astro Didier Drogba.


"Eles têm que evitar a arrogância. Sempre ficaram em grupos impossíveis e agora parece que já estão nas oitavas de final. Acredito que é uma equipe que pode incendiar o torneio", afirmou Claude Le Roy, técnico do Congo e grande especialista em futebol africano, à AFP.

Para a estreia na Copa do Mundo do Brasil, Lamouchi ainda não sabe se contará com o craque Yaya Touré, já que o volante do Manchester City ainda sente dores musculares.


"Ele terminou a temporada lesionado e muito cansado. Ainda não começou a treinar com a equipe e deverá seguir um programa específico. No entanto, vamos fazer o necessário para que possa jogar como titular ou entrar por alguns minutos contra o Japão", declarou Lamouchi na quinta-feira.

Para a seleção africana, o jogo contra o Japão deve servir como carta de apresentação de suas ambições.


"Somos os melhores na África, mas se você não entra para a história, fica em segundo plano", disse à AFP o lateral Serge Aurier.

"Podemos ser uma boa equipe no papel, mas se queremos deixar uma marca temos que fazer algo mais do que demonstramos em nossas últimas competições. Se Camarões, Senegal ou Gana conseguiram bons resultados no passado, nós também podemos fazer isso", completou.

Do outro lado, o Japão chegou ao Brasil com uma série de dúvidas.

A equipe comandada pelo italiano Alberto Zaccheroni depende muito das estrelas Yuto Nagatomo (Inter de Milão), Kaisuke Honda (Milan) e Shinji Kagawa (Manchester United).

"Para Honda e Kagawa, que não jogaram muito na Europa na temporada, temos que prestar atenção e trabalhar com cuidado a condição física", declarou o técnico italiano.

Kagawa disputou apenas 14 partidas pelo United no últomo ano, enquanto Honda disputou 12 jogos pelo Milan nos últimos seis meses.

stt/fp

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