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BRASILEIRO 2022
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Conheça a karateca de 22 anos que é esperança de medalha no Brasil no Pan-Americano

Barbara Hellen é uma das principais atletas do karatê brasileiro e chega como uma das favoritas ao lugar mais alto do pódio

Mais Esportes|Pietro Otsuka, do R7


Barbara é uma das esperanças de medalha do Brasil no Pan
Barbara é uma das esperanças de medalha do Brasil no Pan

A contagem regressiva para os Jogos Pan-Americanos de Santiago já começou. O evento, que reúne cerca de 630 atletas e mais de mil pessoas ao todo, entre comissões técnicas e staff, acontece entre os dias 20 de outubro e 5 de novembro. O Brasil já tem quase 170 nomes confirmados oficialmente e 550 vagas garantidas na competição. Quem ocupa uma dessas vagas é a mineira Barbara Hellen Rodrigues, jovem de 22 anos e uma das grandes esperanças de medalhas da delegação brasileira.

“A expectativa está muito alta. Eu tô me sentindo bem para a competição deste ano, ainda mais porque eu já enfrentei, em outras competições, algumas das principais atletas que vão estar lá, então tô me sentindo bem. Eu estou ansiosa, mas acho que na verdade a palavra é empolgada”, diz Barbara.

Mas muito antes de sonhar em representar o Brasil em Jogos Pan-Americanos, a atleta teve um longo caminho a percorrer. O karatê entrou na vida de Barbara quando tinha apenas sete anos. Aos 13, veio a primeira convocação para a seleção brasileira. Mas, apesar do crescimento meteórico na modalidade, fruto de um talento nato para o esporte, a história da jovem poderia ser muito diferente.

Do Bolsa Atleta a venda de rifas

“Aos sete anos eu disse para minha mãe que queria fazer karatê. Coincidentemente, nesse mesmo período, um professor passou nas salas de aulas falando que tinha um projeto social de karatê. Eu fui, mas eram centenas de crianças, só que eu me destaquei. Logo já ganhei uma bolsa para ir treinar e, depois disso, comecei a competir e fiquei totalmente envolvida nesse mundo”, lembra Barbara.

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O brilho nos olhos daquela criança encantada com o esporte, porém, contrastava com as dificuldades enfrentadas para fazer do sonho uma realidade. Foi aí que entrou o Bolsa Atleta, programa criado durante o primeiro governo Lula, em 2004, e que atende, segundo dados divulgados em abril deste ano, 7.868 atletas.

“Eu me via como atleta profissional, me imaginava sendo desde novinha. Aos 13 anos eu ganhei o bolsa atleta, e aí eu conseguia pagar as viagens para Sul-Americanos, Pan-Americanos, etc. Se eu não tivesse tido esse investimento inicial do bolsa atleta, eu provavelmente não estaria no esporte. Minha família não tinha condições de pagar e eu mesmo pagava minhas viagens”, conta.

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O auxílio do governo, porém, nem sempre foi suficiente. “Sempre corri atrás, cheguei a vender rifa, meus pais contraíram dívidas para eu realizar meu sonho e no fim deu certo. Hoje, eu sou atleta profissional”, lembra a atleta. Uma das rifas que fez, inclusive, permitiu que Barbara chegasse à seleção brasileira.

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“Teve uma competição, era o meu primeiro Brasileiro. Era em Fortaleza, e a gente estava muito sem grana. Meus pais falaram que não iam conseguir me ajudar e eu falei: ‘vamos dar um jeito, vamos fazer alguma coisa’. E aí eu, novinha, peguei e comecei a fazer rifa. Acabei vendendo muitas rifas, meu pai também conseguiu pegar um empréstimo, e aí eu consegui pagar a viagem, fui campeã e consegui uma vaga na seleção”, conta.

Sonho interrompido

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, realizados em 2021, o karatê, ao lado de surfe, skate e muitas outras modalidades, fez sua estreia no programa olímpico. Naquela edição, Barbara ficou fora, mas nutria o sonho de estar em Paris 2024, representando as cores do Brasil. No entanto, foi pega de surpresa com o anúncio de que o karatê havia sido retirado. 

"Não imaginava que iria sair tão rápido assim, ainda mais porque o público se interessou em assistir, achou bem interessante, mas, infelizmente, são questões políticas. Foi bem frustrante, porque assim eu tentei ir para Tóquio, mas a minha expectativa mesmo era para 2024, já eu tava participando do ciclo olímpico. É bem difícil ainda mais porque eu tô ali entre as principais do mundo. Enfrento quem foi medalhista olímpica e tudo, então era minha expectativa participar", lamenta a jovem. 

Apesar da frustração, Barbara tem apenas 22 anos e um longo caminho pela frente. "Esse ano é ano de Mundial e Pan-Americano, as principais competições do karatê. Quero ver como vai ser meu desempenho e assim eu vou continuando. Apesar de ser meu trabalho, eu gosto muito do que faço, sou bem feliz nisso. Quero continuar entre os melhores do mundo e quem sabe, né, se o karatê vai voltar ou não para a Olimpíada. Se voltar, com certeza meu foco vai passar a ser 2028", completa. 

Quem são os atletas do Time Brasil classificados para os Jogos Olímpicos de Paris 2024?

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