Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022

Com time em boa fase, Santos tenta aumentar média de público na Vila Belmiro

Mais Esportes|Do R7

  • Google News

A centenária Vila Belmiro vive mais uma temporada de público abaixo do esperado. Ao longo do Campeonato Brasileiro, o estádio conta com taxa de ocupação de pouco mais de 53% de sua capacidade. Palco de conquistas históricas, como o Campeonato Paulista de 1960, o primeiro de Pelé pela equipe, o estádio não tem conseguido mobilizar a torcida - para o clássico deste sábado contra o Palmeiras, um alento: todos os 11.500 bilhetes foram vendidos.

O técnico Dorival Júnior lamenta a debandada nos jogos menores do Nacional. "Sinto por não termos um público um pouco maior. Um estádio, quando está tomado por torcida única, carrega sua equipe ao lado. O torcedor santista sempre fez diferença, em todos os momentos em que o time teve necessidade", disse. Para o treinador, os bons resultados neste ano e a identificação do torcedor com a Vila Belmiro deveriam ser motivos suficientes para que a torcida participasse mais ativamente das partidas.


As explicações para o fracasso de público são variadas. Guilherme Martins, de 26 anos, é advogado e torcedor do Santos. Integrante do Sócio Rei, programa de sócio-torcedor do clube, ele arrisca um diagnóstico. "A maior parte das cadeiras numeradas está sempre vazia. A lateral do campo, que está totalmente tomada por essas cadeiras, é o melhor local para ver o jogo porque você tem a visão do campo inteiro. Parece que essas pessoas não estão usando seus lugares". Martins refere-se às cadeiras cativas do estádio, que só são ocupadas quando seus donos compram ingresso ou emprestam o lugar para amigos.

Thiago Aleixo, de 31 anos, também tem seu palpite para explicar a média de 8.500 torcedores por jogo. "Eu, que sou do Guarujá, tenho gastos com balsa, gasolina, estacionamento e ingresso, que também não é barato. Fora que a Vila precisa dar mais conforto para os torcedores", reclamou. Aleixo faz parte do Sócio Rei, mas tem suas críticas sobre o programa. "É ultrapassado. Precisa ter mais incentivos, com ganho por partida, pontos para gastar em produtos e ações que aproximem mais o torcedor da equipe".


Eduardo Rezende, gerente de marketing do Santos, informa que o clube prepara ações promocionais e novidades no programa de sócio-torcedor que podem melhorar a situação de ocupação da Vila Belmiro. "A ideia é trazer o público para a arquibancada de forma mais constante, sem a oscilação que temos hoje. Nosso calendário tem muitos jogos. Uma parcela da torcida está sempre no estádio e a outra é aquela que ora vai, ora não vai", explicou.

HOMENAGEM - Os jogadores do Santos farão várias homenagens para Carlos Alberto Torres, que faleceu na última terça-feira aos 72 anos. Além de uma faixa de agradecimento, os atletas jogarão com braçadeira preta e mostrarão lembranças na camisa. No intervalo, o placar eletrônico vai exibir depoimentos de ex-jogadores e do elenco sobre o capitão do tri em 1970.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.