Com técnico novo e naturalizados, Bolívia quer ser a surpresa do torneio
Mais Esportes|Do R7
Javier Aliaga. La Paz, 9 jun (EFE).- A seleção da Bolívia pretende surpreender na Copa América com novo técnico, jogadores naturalizados, algumas promessas formadas no futebol europeu e uma base consolidada no campeonato local, mas não deve ter vida fácil em um grupo que conta com três equipes que estiveram na última Copa do Mundo: México, Equador e Chile. Na história da Copa América, a Bolívia tem um título, conquistado em casa, em 1963, quando o torneio foi disputado com sete times, em um turno. Também como anfitriões, os bolivianos chegaram à final em 1997, mas perderam para o Brasil de Ronaldo e Romário por 3 a 1. No comando da seleção está o técnico boliviano Mauricio Soria, apelidado "Loco Soria" devido a sua personalidade multifacetada e sua personalidade forte. Ele assumiu o cargo em 6 de janeiro decidido a aplicar um plano exigente com os jogadores para melhorar sua competitividade, mas que não conseguiu executar plenamente pela falta de tempo, como reconheceu. Mesmo assim, Soria acredita que o futebol boliviano não está tão atrasado como alguns críticos consideram e que, na Copa América, é possível esperar que seus comandados cheguem às quartas de final. Suas maiores conquistas como treinador foram em 2006, no Jorge Wilstermann, com o primeiro título nacional, que repetiu com o Real Potosí, em 2007, e depois com o The Strongest, em 2011. Por pouco Soria não se tornou técnico da seleção devido a um incidente no ano passado no qual insultou a cidade de Potosí ao ser cercado por torcedores rivais. O episódio lhe causou uma chuva de críticas e ameaças de julgamento por discriminação, que ficaram para trás após um pedido de desculpas. Desde que foi nomeado técnico para dirigir a seleção até as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, Soria abriu as portas para jogadores naturalizados e filhos de bolivianos que jogam no exterior. Um exemplo é o meia Pablo Escobar, nascido em Assunção (Paraguai) e que atuou no Brasil por Santo André e Ponte Preta, entre outros clubes. Prestes a completar 37 anos e agora no The Strongest, ele voltará a defender a seleção depois de mais de dois anos. Apesar sua idade, Escobar atravessa um dos melhores momentos de sua carreira na Bolívia e foi eleito como o melhor jogador da temporada 2014-2015 no país em uma pesquisa com jornalistas esportivos realizada pelo jornal "El Deber". Outro naturalizado que defenderá a equipe é o atacante argentino Damián Lizio, do O'Higgins (Chile) e que em 2014 marcou seus primeiros gols para a seleção em amistosos. Soria também convocou meias formados no futebol europeu: o experiente volante de 31 anos Martin Smedberg-Dalence, do IFK Gotemburgo, da Suécia, e Sebastián Gamarra, de 18, que atua nas divisões de base do Milan. Smedberg-Dalence, que no ano passado disputou amistosos pela seleção, foi convocado por ser filho de um boliviano radicado na Suécia. Já Gamarra, apelidado "Pirlo boliviano", fará sua estreia. Na espinha dorsal da equipe, o maior destaque é outro velho conhecido do futebol brasileiro, o atacante Marcelo Moreno, que atua pelo Changchun Yatai, da China. Como alternativas para o ataque, Soria conta com Ricardo Pedriel, do Mersin (Turquia) e Álcides Peña, do Oriente Petrolero. Por outro lado, chama a atenção a ausência de Juan Carlos Arce, ex-Corinthians, que chegou a ser pré-selecionado, mas acabou cortado. Soria confirmou o capitão e zagueiro da seleção, Ronald Raldes, do Oriente Petrolero, que no começo de maio sofreu uma lesão na clavícula esquerda da qual ainda luta para se recuperar. EFE ja-ag/id





