Com gols iguais, River bate Nacional de Medellín e é campeão da Sul-Americana
Mais Esportes|Do R7
Buenos Aires, 10 dez (EFE).- A espera da fanática torcida do River Plate por um título internacional, que durou 17 anos, terminou nesta quarta-feira: a equipe de Buenos Aires venceu o Nacional de Medellín por 2 a 0 no estádio Monumental de Nuñez e ficou com a taça da Copa Sul-Americana pela primeira vez na história. Como a partida de ida, há uma semana na Colômbia, terminou empatada em 1 a 1, quem vencesse daria a volta olímpica. Empurrado em sua casa por mais de 60 mil pessoas ansiosas pela conquista, o River esteve quase sempre no controle das ações. O Nacional até segurou o 0 a 0 até o intervalo, mas sofreu dois gols parecidos, surgidos em cobranças de escanteio, num espaço de cinco minutos no começo da etapa final. Pisculichi levantou nas duas vezes, e Mercado e Pezzella marcaram de cabeça. Os 'Millonarios' não sabiam o que era triunfar em âmbito continental desde 1997, quando levaram a melhor sobre o São Paulo na decisão da Supercopa Sul-Americana. Desde então, até fizeram boas campanhas na Taça Libertadores, indo a quatro semifinais, a última delas em 2005, e ainda foram vices da Sul-Americana, em 2003. Entretanto, nos últimos anos, o desempenho, inclusive nacionalmente, foi piorando até a queda para a segunda divisão. No ano passado, na volta ao cenário internacional, o time caiu diante do Lanús, que viria a ser campeão, nas quartas da própria Sul-Americana. A conquista ainda foi mais especial por ter eliminado o arquirrival Boca Juniors nas semifinais, com um empate sem gols em La Bombonera e uma vitória por 1 a 0 no Monumental. Para o Nacional, continua em vigência o jejum de conquistas continentais. A equipe colombiana levantou seu último troféu nesse tipo de competição em 2000, quando venceu a Copa Merconorte. De quebra, o time ainda viu ser derrubado uma invencibilidade de 17 anos e sete jogos em compromissos na Argentina. A equipe de Buenos Aires, que venceu o Torneio Final argentino no primeiro semestre, ainda tem chances de obter outro título nesta semana. No próximo domingo, precisará derrotar o Quilmes fora de casa e torcer por uma derrota do Racing diante do Gimnasia La Plata em Avellaneda. O zagueiro Jonathan Maidana foi o único desfalque do River, depois de ter sentido uma lesão muscular na coxa esquerda. Germán Pezzela foi o substituto. Por outro lado, o lateral-direito Gabriel Mercado cumpriu suspensão e voltou à equipe principal. No Nacional, o técnico Juan Carlos Osório apostou na mesma tática usada contra o Vitória, nas oitavas de final, e São Paulo, nas semifinais, usando dois zagueiros em casa e três fora. Os defensores Nájera e Valencia entraram nas vagas de Murillo e Copete. Contagiado pela empolgação da torcida, o time da casa pressionou nos primeiros minutos. Aos oito do primeiro tempo, Pisculichi cobrou falta fechada, o goleiro Armani cortou apenas parcialmente, e a sobra caiu para Sánchez, que soltou a bomba. Atento, o arqueiro colombiano fez boa defesa. Armani foi o destaque da primeira parte da decisão. Aos 15, Sánchez acionou Gutiérrez, que arrematou cruzado. O camisa 30 rebateu e, na sobra, Rojas acabou entregando nas mãos do goleiro. Na sequência, o Nacional até viveu bons instantes dentro da partida, mas não conseguiu assustar e ainda voltou a ser incomodado aos 27 minutos. Mora tabelou com Rojas e mandou para a área. Gutiérrez se abaixou e deu um peixinho para mais uma defesa de Armani, em dois tempos. Três minutos depois, o próprio Teo deixou a marcação no chão na entrada da área e buscou o cantinho esquerdo, mas lá estava o goleiro para salvar. A equipe colombiana enfim levou perigo ao goleiro Barovero aos 32. Na escapada em velocidade pela meia esquerda, Cardona tocou de calcanhar para Ruiz, que driblou e bateu cruzado, tirando tinta do pé da trave. Ruiz deixou por algum momento a função de finalizador para armar. O atacante passou para Berrío, que tocou para Cardona. O meia bateu rasteiro, no meio do gol, e Barovero defendeu com o pé direito, aos 39 minutos. Dono das principais oportunidades do jogo, Gutiérrez ia se tornando o vilão do River, embora, mesmo em baixa, tivesse seu nome gritado pela torcida. Aos 43, Mora deixou o centroavante cara a cara com Armani, mas ele se enrolou, demorou a definir e ficou sem a bola. Quem esteve mais presente no campo de ataque nos primeiros instantes do segundo tempo foi o Nacional, mas quem abriu o placar logo aos nove foi o time anfitrião. Pisculichi cobrou escanteio da esquerda, Mercado apareceu livre na segunda trave e cabeceou no canto. Cinco minutos depois, numa lance muito parecido com o do primeiro gol, saiu o segundo. Pisculichi levantou mais uma no escanteio, mais para o meio da área, e desta vez Pezzella pegou firme de cabeça. Armani, que vinha sendo a estrela da final, foi à loucura com os erros de marcação parecidos de sua defesa e deu um bico na bola que estava ao lado da trave esquerda. O Nacional não teve forças nem capacidade para reagir. Até esboçou uma boa jogada aos 18 minutos, em tabela de Cardona e Ruiz, mas Funes Mori apareceu para cortar. A partir daí, o River se tornou dono do jogo em raramente foi ameaçado. Na bola parada, o River poderia ter marcado o terceiro aos 31. Pisculichi desta vez bateu falta da meia direita, bem distante da área, mas mesmo assim incomodou. Murillo, que substituíra Nájera, tentou afastar e quase marcou contra. Juan Carlos Osório ainda buscou alternativas para que sua equipe esboçasse uma reação, mais isso não aconteceu. A última investida do time de Medellín aconteceu aos 40 minutos, em lançamento de Cárdenas, que entrara em lugar de Berrío, para Guisao, substituto de Díaz. Mas Barovero se mostrou atento, saiu da meta e fez a defesa derradeira. Ficha técnica:. River Plate: Barovero; Mercado, Pezzella, Funes Mori e Vangioni; Sánchez, Ponzio (Kranevitter), Rojas e Pisculichi (Driussi); Mora e Gutiérrez (Cavenaghi). Técnico: Marcelo Gallardo. Nacional de Medellín: Armani; Nájera (Murillo), Henríquez e Valencia; Bocanegra, Bernal, Mejía, Cardona e Díaz (Guisao); Berrío (Cárdenas) e Ruiz. Técnico: Juan Carlos Osório. Árbitro: Darío Ubriaco (Uruguai), acompanhado pelos compatriotas Miguel Nievas e Mauricio Espinosa. Cartões amarelos: Berrío e Mejía (Nacional de Medellín). Gols: Mercado e Pezzella. Estádio: Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina). EFE dr/rd












