Com experiência e simplicidade, Renato é o volante que "joga de terno" no Santos
Mais Esportes|Do R7
A maneira como os jogadores do Santos se referem ao volante Renato - nos treinamentos e nas redes sociais - resume seu estilo e sua importância para o time. "Parece que ele joga de terno", gosta de dizer o meia Lucas Lima. O marcador de 36 anos combina experiência, simplicidade e eficiência. E também preparação física. A comissão técnica não revela os números, mas indica que ele é um dos pulmões da equipe.
Taticamente, ele é uma espécie de voz do treinador Dorival Júnior. Quase sempre é o responsável por definir a hora de avançar a marcação e de cadenciar o jogo. Quase ninguém retruca seus pedidos. Neste domingo contra o Audax, na final do Campeonato Paulista, forma uma boa dupla com Thiago Maia, mais jovem e com maior liberdade para avançar. "O Renato é um dos pilares do time, não só pela experiência, mas pela postura", disse o técnico.
Todas essas características valeram uma renovação de contrato até o fim de 2017. Depois das conquistas do Campeonato Brasileiro em 2002 e 2004 e do Paulistão do ano passado, Renato pode ser bicampeão neste domingo. "O Santos é o meu time coração. Torço desde criança", afirmou o atleta, que completou mais de 300 jogos pelo clube.
Depois dos títulos do início dos anos 2000, Renato foi para o Sevilla em 2005, onde atuou por sete temporadas. Voltou para o Botafogo e, em 2014, retornou à Vila Belmiro. Depois de dificuldades para se readaptar, tornou-se o dono da posição. Evita exageros, tanto na vida pessoal como nas declarações. Acha que ser campeão é um jeito de retribuir o carinho e a paixão da torcida. Simples assim.












