Com duas namoradas e virado da balada, Rampage anuncia patrocínio de marca de roupa brasileira
Ex-campeão do UFC passou por São Paulo para selar o acordo antes de voltar aos EUA
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

Ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) do UFC, o americano Quinton ‘Rampage’ Jackson passou por São Paulo nesta terça-feira (26) para anunciar a parceria fechada com a marca de roupas Dog Patrol, que é licenciada no Brasil pela Big Blue Licenses.
Depois de tirar merecidas férias em Florianópolis com o amigo e treinador de longa data Fabiano Iha, Rampage chegou à loja de uma das marcas da empresa, localizada na zona sul de São Paulo, acompanhado de suas duas namoradas e visivelmente abatido pelo cansaço proveniente da balada feita no dia anterior e dos recentes voos.
Enquanto as moças, que de acordo com seu staff não se incomodam em dividir o namorado, dormiam debruçadas sobre as mesas, Rampage alternava cochilos no sofá cercado por uma grade, que simulava um octógono, com rápidas entrevistas aos jornalistas que compareceram ao evento.
Questionado pela reportagem do R7 sobre as vantagens de ter trocado o maior evento de MMA do mundo pelo rival Bellator, Rampage foi enfático ao se dizer satisfeito o novo mercado, que, ao seu ver, é ainda mais promissor.
— Eu não assinei com o Bellator, na verdade, eu assinei com a Viacom, uma empresa conhecida e famosa nos EUA e que promove o Bellator. Embora o evento seja menos famoso entre os fãs hardcore, o Bellator teve mais audiência que o UFC em TV aberta nos EUA em suas duas últimas edições. Marcou um milhão de espectadores contra 100 mil do UFC, mas pouca gente fala disso.
Em sua estreia na organização, Rampage venceu facilmente o compatriota Joey Beltran por nocaute ainda no primeiro round no último dia 15 de novembro, edição que garantiu a maior audiência da entidade em solo americano.
No entanto, a luta principal daquela edição deveria ter sido contra o ex-parceiro de treinos Tito Ortiz, que cancelou a luta a poucos dias do evento, alegando uma antiga lesão no pescoço, que já o levou à mesa de cirurgia anos atrás.
— O Tito machucou gravemente o pescoço. Infelizmente ele não pôde fazer essa luta, mas eu gostaria muito de enfrenta-lo. Espero que um dia possamos lutar. Quem sabe? Mas não depende só de mim.
Por fim, o meio-pesado, que volta e meia se arrisca em produções cinematográficas de Hollywood, não se esquivou da polêmica que envolveu seu nome nos últimos anos quando o assunto é o ex-patrão Dan White.
Conhecido pelo temperamento difícil, o cartola se envolveu em discussões públicas com diversos ex-campeões do UFC, como Randy Couture, Frank e Ken Shamrock e Dan Severn, além do próprio Rampage.
— Acho que o Dana pode, sim, atrapalhar o crescimento do esporte a curto prazo. Ele toma as decisões que quer, quando quer. Mas, por outro lado, ele fez o MMA ser o que é. Graças a ele o esporte chegou nesse nível.
Após a conversa com a imprensa, Rampage seguiu com sua equipe para o aeroporto, onde pegou um voo para os EUA.












