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BRASILEIRO 2022

Com Cristiano Ronaldo em destaque, Real sai da fila e conquista 'La Décima'

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Douglas Rocha. Redação Central, 23 dez (EFE).- Foram 12 anos de espera para a torcida do Real Madrid, desde o golaço de Zinedine Zidane e a vitória sobre o Bayer Leverkusen em 2002 até, liderada pelas grandes atuações de Cristiano Ronaldo, a equipe espanhola voltar a ficar com o título da Liga dos Campeões e se sagrar decacampeã continental. A campanha do time dirigido por Carlo Ancelotti na 'Champions' foi praticamente perfeita, com 11 triunfos em 13 partidas e com direito a goleada sobre o vencedor da edição anterior do torneio. Nas semifinais, o badalado Bayern de Munique, treinado por Josep Guardiola, grande rival dos tempos de Barcelona, foi derrotado por 1 a 0 no estádio Santiago Bernabéu por 4 a 0 em plena Allianz Arena. A final também foi memorável, mas não por um placar elástico, mas sim pela vitória agônica sobre um grande rival, o Atlético de Madrid. No jogo disputado em 24 de maio no Estádio da Luz, em Lisboa, os 'Colchoneros' fizeram 1 a 0, mas Sergio Ramos empatou aos 48 minutos do segundo tempo e provocou a realização de prorrogação, na qual o Real atropelou, fazendo 4 a 1. O último gol foi marcado por Cristiano Ronaldo, que até teve atuação discreta na decisão, mas brilhou no torneio como um todo. Bola de Ouro da Fifa no ano passado, o português se tornou recordista de bolas na rede em uma só edição da Liga dos Campeões, com 17, o que o credencia a ficar com o prêmio novamente no próximo dia 12. A chamada 'La Décima' credenciou o Real para buscar o único troféu que faltava em sua galeria, o do Mundial de Clubes. Quarto colocado na competição em 2000, no Brasil, e tricampeão da Copa Intercontinental, o time espanhol passeou no Marrocos em dezembro e derrotou o Cruz Azul por 4 a 0 nas semifinais e San Lorenzo por 2 a 0 na decisão. A equipe 'blanca' faturou a Supercopa da Europa, batendo o Sevilla, e ainda teve tempo para conquistas em âmbito nacional. A Copa do Rei foi para o Santiago Bernabéu com uma vitória no clássico com o Barcelona na final. Para o Atlético de Madrid, apesar do vice na Liga dos Campeões, o ano não foi de lamentações. Ao contrário, a torcida 'colchonera' fez bastante festa com o título do Campeonato Espanhol, que não vinha desde 1996, e o da Supercopa da Espanha, em que o time se vingou do Real com um empate no Bernabéu e uma vitória no Vicente Calderón. Ratificando o domínio espanhol na temporada, o Sevilla ficou com a Liga Europa. A equipe da Andaluzia deixou como vice-campeão o Benfica, pelo segundo ano seguido, aumentando para 52 a "maldição europeia" imposta ao time português pelo húngaro Béla Guttmann, que deixou o clube em litígio em 1962 e disse que "nem em cem anos" os 'Encarnados' voltariam a ter uma taça continental. Nem por isso a torcida benfiquista tem do que se reclamar, já que o time de Jorge Jesus triunfou em todos os outros torneios que disputou: Campeonato Português, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça. Sensação do Velho Continente em 2013, o Bayern de Munique teve que se contentar com títulos nacionais. Mas ao menos fez isso em grande estilo. O bicampeonato alemão foi obtido com sete rodadas de antecipação, o que representa um recorde no país, e o bi da Copa da Alemanha, com uma vitória sobre o Borussia Dortmund na decisão. Na Supercopa, porém, o rival deu o troco. Apesar do "ressurgimento", que esteve próximo de ser campeão na era 'Premier League' pela primeira vez, o título na Inglaterra ficou com o Manchester City, que superou os 'Reds' por dois pontos e o Chelsea por quatro. Na temporada atual, 'Citizens' e 'Blues' vêm na disputa pela ponta. Num campeonato cada vez mais esvaziado de craques, a Juventus se sagrou tricampeã italiana, feito que não realizava desde 1935, e agora protagoniza contra a Roma um embate em busca do tetra. Já na França, o Paris Saint-Germain superou o Monaco em duelo de multimilionários e foi bi. No entanto, no segundo semestre, quem brilhou foi o Olympique de Marselha, de Marcelo Bielsa, líder da temporada atual. Também houve repetição de vencedores em outros países. Na Holanda, o Ajax se sagrou tetra, feito que não fora alcançado sequer por Johan Cruyff nem pela geração vencedora dos anos 90. Outro tetra foi o Olympiacos (Grécia). O Shakhtar Donetsk foi hexacampeão ucraniano, o Anderlecht foi tri na Bélgica, e o CSKA Moscou ficou com o bi na Rússia. Na Turquia, o Fenerbahçe deu a volta olímpica e quebrou uma sequência de duas conquistas do Galatasaray. EFE dr/id

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