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Com convite a tornar sonhos em realidade, Toronto abre Jogos Pan-Americanos

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Antonio Martín Guirado. Toronto (Canadá), 10 jul (EFE).- Os Jogos Pan-Americanos de 2015 foram abertos oficialmente nesta sexta-feira (data local), em Toronto, em uma cerimônia tão colorida e musical como o de costume, dessa vez assinada pelo Cirque du Soleil, com um convite a transformar sonhos em realidade. O evento, que começou às 20h locais (21h em Brasília) e durou quase três horas, reuniu mais de 45 mil pessoas no estádio Rogers Centre e foi finalizado quando ex-jogador canadense de basquete Steve Nash, um dos grandes ídolo recentes da NBA, acendeu a pira pan-americana. A mensagem da abertura mostrou que o esforço, a perseverança e o trabalho são chaves para a evolução e a transformação, tanto dos países como dos indivíduos, para superar as adversidades e conseguir transformar os sonhos em realidade. A diversidade e o multiculturalismo da cidade canadense estiveram muito presentes durante a cerimônia. Prova disso foi a participação de 625 artistas procedentes de 25 países, tudo isso a poucos metros da Torre CN, o grande símbolo de Toronto. O Cirque du Soleil, com sede no Québec, estava preparando o espetáculo desde novembro de 2013. Os integrantes do grupo dedicaram 22 semanas e 1.000 horas de ensaios à cerimônia, preparada com 125 minutos de trilha sonora composta especialmente para ocasião. Os aspectos culturais e históricos da cidade se misturaram com o esporte e nas acrobacias características da companhia canadense para oferecer uma narrativa que serviu como metáfora sobre a vida. Dança, cor e ritmos tribais foram predominantes na cerimônia que prestou homenagem às quatro nações ancestrais da região do Greater Horseshoe de Ontário. O espetáculo, que contou com a participação de 183 dançarinos de 21 companhias, foi embalado também pela música eletrônica, sob o comando do DJ Shub, que misturou electro, dub-step, dance hall e até hip-hop para render um tributo aos indígenas canadenses através da música e da cenografia. Um dos grandes momentos da noite foi protagonizado pela lenda do atletismo Donovan Bailey, que saltou da Torre CN, e, de paraquedas, desceu no topo do Rogers Centre para entregar a tocha pan-americana para a jovem promessa canadense, Faith Zacharias, saltadora de apenas 15 anos. Bailey estava acompanhado dos companheiros de equipe de revezamento 4x100 que levou o ouro em Atlanta-1996: Carlton Chambers, Robert Esmie, Glenroy Gilbert e Bruny Serin. O início movimentado da cerimônia precedeu ao tradicional desfile das delegações participantes. Mais de 6 mil atletas de 41 países, com suas câmeras e telefones celulares na mão para registrar o momento, foram aplaudidos pelo público que lotou o Rogers Centre. Após o desfile, seguiram as referências a Toronto e suas raízes, desta vez fazendo alusão à superação de empecilhos mediante a comunicação: pela distância, pelas diferenças entre o francês e o inglês, além das distintas culturas. O ex-presidente da Organização Esportiva Pan-Americana, o mexicano Mario Vázquez Raña, morto em fevereiro deste ano, foi também homenageado durante a cerimônia de abertura no Canadá, que recebe sua terceira edição do evento (Winnipeg 1967 e 1999). A organização mostrou um vídeo com alguns dos momentos mais destacados da vida de Vázquez Raña, acompanhado por palavras da atleta canadense Alexandra Orlando. Já no fim, a cerimônia reuniu vários ilustres atletas locais que carregaram a tocha pan-americana antes de a pira ser acesa por Nash. Entre eles estavam Dana Wright, Charmaine Crooks, Marita Payne-Wiggins e seu filho, o jogador do Minnesota Timberwolves Andrew Wiggins. EFE mg/asc (vídeo) (foto)

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