Cigano admite má fase dos brasileiros no UFC e pede por “atualização”
Peso-pesado considera que americanos estão na frente e torce por melhora na atual fase
Mais Esportes|Marcelo de Salles, do R7

A recente fase dos lutadores brasileiros no UFC incomoda um de seus mais importantes representantes. Para Junior ‘Cigano’, os lutadores do País estão ficando bem atrás em relação aos americanos, que hoje detêm oito dos nove cinturões do evento.
Com perdas recentes dos cinturões de Anderson Silva e Renan Barão, e derrotas em disputas de título, como foi o caso de Lyoto Machida (para Chris Weidman), Glover Teixeira (para Jon Jones), além do próprio Cigano (para Cain Velasquez), o Brasil viu seus antigos rivais do MMA assumirem uma hegemonia nas lutas.
Em conversa com a reportagem do R7, o ex-campeão dos pesados enalteceu o fato dos atletas dos EUA sempre estarem aparecendo com novidades para evoluir suas habilidades e que suas experiências em competições internacionais — maiores do que os brasileiros — pesam para os duelos importantes.
— É uma fase realmente muito difícil. A gente tem que procurar se atualizar sempre, até porque os americanos fizeram isso. Eles não tinham habilidades que a gente tinha em determinadas áreas, como no jiu-jitsu, por exemplo. E eles importaram essas artes, tentaram aprender da melhor forma possível para se tornarem lutadores bem competitivos. Eles acrescentaram isso com a experiência que eles têm em competição de alto nível, que é com estratégia, planejamento para a luta, cuidado do corpo. Nesse quesito eles estão à nossa frente.
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O atleta também não mostrou muito otimismo aos brasileiros que estão envolvidos em disputas de cinturão em que até o final deste ano (Renan Barão, José Aldo, Fabrício Werdum e Vitor Belfort). Mesmo torcendo por eles, Cigano mostrou mais confiança apenas nos lutadores da Nova União para estes combates.
— Tenho certeza que o Aldo mantém o cinturão, e em minha opinião, o Renan Barão consegue recuperar, porque aquela derrota foi uma fatalidade. Não desmerecendo o TJ Dillashaw, mas aquele golpe que entrou no primeiro round tirou o foco do Barão. Esses dois eu tenho certeza [que terão os cinturões]. Agora eu tenho um pouco mais de dúvidas com o Werdum e o Belfort. Claro que estarei torcendo pelos brasileiros, mas é mais difícil, porque o Velasquez e o Weidman são os favoritos. Mas vou torcer para podermos ter esses quatro cinturões aqui no Brasil.
Com de 16 vitórias e três derrotas na carreira, Cigano está afastado do octógono desde sua derrota para Cain Velasquez, em outubro do ano passado. Ele vem se recuperando de uma lesão na mão, que foi responsável por tirá-lo da luta principal do UFC São Paulo contra Stipe Miocic, realizado no último em maio deste ano.












