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BRASILEIRO 2022

Chile vence Argentina nos pênaltis e é campeão da Copa América pela 1ª vez

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Santiago (Chile), 4 jul (EFE).- A festa estava armada, com o Estádio Nacional lotado e os cerca de 18 milhões de habitantes do país mobilizados em torno da mesma causa, a conquista do título inédito do Chile na Copa América, que veio neste sábado com uma vitória sobre a Argentina nos pênaltis por 4 a 1 após empate no tempo normal e na prorrogação. Enquanto a bicampeã mundial viveu de lampejos ao longo da final, o Chile se mostrou mais agressivo e, embora não tenha sido recompensado em 120 minutos, viu seu esforço no jogo e em todo o campeonato ser recompensado nas penalidades. Higuaín, que mandou para fora, e Banega, que bateu fraco e parou no goleiro Bravo, foram os vilões da equipe visitante. O resultado deu à seleção do Chile o primeiro grande título de sua história e a classificou para a Copa das Confederações de 2017. Já a 'Albiceleste' segue em um jejum de títulos que já dura exatamente 22 anos, desde a Copa América de 1993. Desde então, mesmo contando com Lionel Messi e tantos atletas, o país vibrou apenas com troféus do Mundial Sub-20 e dois ouros olímpicos no sub-23. A curiosidade é que a conquista de 'La Roja' foi obtida mesmo com a manutenção de uma escrita, a de nunca ter vencido a Argentina pela competição. Como houve igualdade no tempo normal e na prorrogação, agora são 18 derrotas e sete empates. O técnico da equipe anfitriã, o argentino Jorge Sampaoli, teve apenas um desfalque, o zagueiro Jara, suspenso pela confusão em que se envolveu com o uruguaio Cavani durante as quartas de final. Francisco Silva foi o substituto. Na lateral esquerda, Mena perdeu a posição e deu lugar a Beausejour, com Díaz recuado para atuar como terceiro zagueiro. Na Argentina, o zagueiro Garay sofreu uma gastroenterite aguda horas antes da semifinal, não se recuperou e deu lugar a Demichelis mais uma vez. Além disso, ainda durante o primeiro da decisão, o meia Di María sentiu dores na coxa direita e teve que sair. Lavezzi entrou. Em vez de se estudarem nos primeiros instantes da final, as equipes preferiram buscar o ataque, e logo aos quatro minutos de bola rolando a Argentina incomodou. Di María passou por Isla na esquerda da área e bateu cruzado por cima do gol. Na resposta chilena, aos oito, Valdivia teve espaço para chutar dentro da área, mas preferiu buscar Sánchez na esquerda e teve o passe interceptado. Dois minutos depois, Demichelis foi mal ao cortar o cruzamento, Vidal emendou de primeira e obrigou o goleiro Romero a fazer a primeira grande defesa do jogo. A final foi bem servida de goleiros, e Bravo provou isso aos 20. Messi, seu companheiro de equipe no Barcelona, cobrou falta fechado da direita, Agüero resvalou de cabeça e ele, no reflexo, espalmou para o lado. Por um certo tempo, as chances de gol se tornaram escassas, e as duas que apareceram foram desperdiçadas por Vargas. Aos 23 minutos, o ex-jogador do Grêmio partiu em velocidade pela direita, invadiu a área e chutou por cima. Aos 32, ele pegou sobra de chute de Vidal, demorou a definir e foi desarmado. Após ter dado um refresco para Bravo, a Argentina voltou com tudo ao ataque nos dez minutos finais, mas não conseguiu abrir o placar. Aos 36 minutos, Messi cobrou escanteio, Agüero ajeitou e Pastore foi travado. Nos acréscimos, aos 47, Lavezzi foi acionado pelo próprio Pastore e encheu o pé para bonita defesa do arqueiro chileno. Os donos da casa voltaram do vestiário com tudo e tentaram se aproveitar da distração de alguns argentinos. Otamendi deu um presente para Sánchez, que disparou pela direita e cruzou na segunda trave até Vidal. O jogador da Juventus escorou de cabeça, e Romero pegou firme. Quem vacilou aos nove foi próprio goleiro, que ao sair jogando deixou Mascherano na fogueira. Pressionado por dois, o volante teve que se livrar da bola e desperdiçar a posse. Aos poucos, porém, a 'Albiceleste' foi entrando na partida e criando suas oportunidades. Em uma delas, aos 12, Lavezzi cobrou escanteio da esquerda, e Otamendi subiu com espaço, mas cabeceou para fora. Embora não abdicasse de ter a bola, o Chile preferia as saídas rápidas para o campo adversário. Numa delas, aos 21, Sánchez desceu novamente pela direita, Vidal matou no peito e atrasou a conclusão, permitindo que a marcação bloqueasse. A equipe anfitriã sufocou em uma sequência de cruzamentos aos 31 minutos, mas a defesa levou a melhor em todos eles até Sánchez sair com bola e tudo. Logo na sequência, na outra área, Pastore dominou, também cochilou e foi desarmado. Aos 36 minutos, em sobra de mais um levantamento para a área argentina, Aránguiz fez uma bela enfiada para Sánchez, que, sozinho e em condição legal, emendou um sem pulo que passou perigosamente à direita do alvo. O Chile foi melhor de uma forma geral na segunda etapa, mas quem terminou em cima foi a Argentina. Aos 44, Messi cobrou falta para a área na direção Rojo, que foi agarrado por Silva. Porém, o árbitro não marcou pênalti. Ainda houve outra grande oportunidade para a partida terminar ainda antes da prorrogação, mas Higuaín não a converteu em gol. Messi fez uma de suas arrancadas clássicas pelo meio e rolou para Lavezzi, que cruzou por baixo. Com pouco ângulo, 'Pipita' acertou a rede, mas pelo lado de fora. No primeiro tempo da prorrogação, apenas a seleção chilena levou perigo e em dose dupla. Aos sete minutos, Díaz tabelou com Aránguiz e chutou colocado buscando o ângulo, mas encobriu a meta. Aos 15, Bravo saiu jogando rápido, Mascherano furou bisonhamente e Sánchez partiu livre, mas também arrematou por cima. A 'Albiceleste' parecia mais cansada e mais ansiosa pela disputa de pênaltis que 'La Roja', que ainda gastava as últimas reservas de energia para contra-atacar. Aos oito da etapa final, depois de um chutão da defesa, Vidal brigou dentro da área, e Aránguiz chegou batendo para o alto. Nas penalidades, Messi até fez o dele, mas Higuaín mandou a segunda cobrança argentina nas alturas, e Banega parou em Bravo na terceira. Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez fizeram sua parte com chutes seguros e deram o título ao Chile. Ficha técnica:. Chile: Bravo; Isla, Medel, Silva e Beausejour; Aránguiz, Díaz, Vidal e Valdivia (Fernández); Vargas (Henríquez) e Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli. Argentina: Romero; Zabaleta, Otamendi, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Pastore (Banega); Di María (Lavezzi), Messi e Agüero (Higuaín). Técnico: Gerardo Martino. Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia), auxiliado pelos compatriotas Alexander Guzmán e Cristian De la Cruz. Cartões amarelos: Silva, Medel, Díaz e Aránguiz (Chile); Rojo, Mascherano e Banega (Argentina). Pênaltis: Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez converteram (Chile); Messi converteu - Higuaín e Banega erraram (Argentina). Estádio Nacional, em Santiago (Chile). EFE dr/rd

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