Chile quer confirmar seu potencial na Copa, mas lesão de Vidal preocupa
Mais Esportes|Do R7
A seleção chilena chegará ao Brasil com uma geração talentosa que sonha em protagonizar uma grande surpresa na Copa e espera poder contar com seu melhor jogador, Arturo Vidal, operado no joelho no início de maio.
Vicente Del Bosque, Joachim Low e até o 'rei' Pelé não poupam elogios para os comandados do argentino Jorge Sampaoli, que terminaram em terceiro lugar nas eliminatórias, atrás da Argentina e da Colômbia.
"O Chile é a melhor equipe sul-americana da atualidade", chegou a declarar o eterno camisa 10 do Brasil em entrevista à AFP.
A seleção chilena conta com jogadores com bastante experiência internacional, como Vidal, Alexis Sánchez, Gary Medel, Valdivia, Carlos Carmona, Matías Fernández ou Mauricio Isla.
A equipe mostra um ótimo entrosamento, já que os principais atletas disputaram juntos a última Copa, em 2010, na África do Sul.
Na ocasião, o Chile voltou a ser 'freguês' do Brasil nas oitavas de final, perdendo por 3 a 0 para a seleção de Dunga, 12 anos depois de ter sido atropelado por 4 a 1 na mesma altura da competição na França em 1998.
O técnico da época era o também argentino Marcelo 'El Loco' Bielsa, responsável por dar à seleção chilena o estilo ofensivo que mantém até hoje.
Discípulo de Bielsa, Sampaoli se manteve fiel aos preceitos do compatriota, mas hoje a equipe consegue combinar o futebol vistoso com os resultados, como foi visto em novembro na vitória surpreendente por 2 a 0 sobre a Inglaterra, em Wembley.
"Esta seleção de Sampaoli mostra um futebol de mais alta qualidade do que no comando de Bielsa. Continua jogando com velocidade e sempre busca o ataque, mas também é capaz de valorizar a posse de bola", disse à AFP Antonio Prieto, comentarista e colunista esportivo chileno.
Mesmo na derrota, o Chile foi elogiado. Foi o caso quando perdeu por 1 a 0 para a Alemanha, em março, em partida na qual teve inúmeras chances de gol e envolveu a poderosa 'Mannschaft'.
"A seleção chilena pode ser uma surpresa porque tem uma equipe com experiência internacional e um jogo vistoso, mas precisa mostrar mais força mental", explicou à AFP Elías Figueroa, maior ídolo da história do futebol chileno.
No Brasil, o Chile já precisará se superar para passar da primeira fase, já que caiu no difícil grupo B, junto com a atual campeã Espanha e a vice-Holanda.
Com os finalistas da última edição se enfrentando na estreia, os comandados de Sampaoli não têm direito ao erro contra a equipe mais fraca da chave, a Austrália, que enfrentam no dia 13 de junho na Arena Pantanal de Cuiabá.
A segunda partida será no dia 18 no Maracanã, palco da final, contra a Espanha, com a qual empatou em 2 a 2 no ano passado. Os chilenos encerram sua participação na fase de grupos contra a Holanda, no dia 23 em São Paulo. Se avançar às oitavas, poderá voltar a enfrentar o Brasil.
Para isso, espera contar com Vidal, um dos maiores destaques do tricampeonato da Juventus no 'Calcio'.
A lesão no joelho que o meia sofreu recentemente deixou todo o país preocupado, inclusive a presidente Michelle Bachelet.
Ele foi operado no dia 7 de maio e os médicos responsáveis pela cirurgia se mostraram otimistas quanto à sua participação ao Mundial.
"Não poder contar com Vidal seria um golpe duro. Sampaoli tem uma equipe que ganha com sua força coletiva, mas é evidente que a ausência de Vidal seria dificilmente suprida, porque ele traz o que mais falta ao Chile: força no jogo aéreo", analisou Prieto.
A seleção chilena disputará dois amistosos antes da Copa, contra o Egito, no dia 30 de março em Santiago, e contra a Irlanda, em 4 de junho em Valparaíso.
Com a proximidade do Brasil, são esperados de 40.000 a 50.000 torcedores chilenos no país.
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