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Candidato à presidência, sul-coreano diz que Platini não combateu corrupção

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Paris, 19 ago (EFE).- O magnata sul-coreano Chung Mong-Joon, que na segunda-feira lançou candidatura à presidência da Fifa, afirmou que o francês Michel Platini não fez o suficiente para combater a corrupção que aconteceu durante a gestão do suíço Joseph Blatter. "Em 1998, quando Blatter herdou a cultura da corrupção de Havelange, Platini fez campanha para ele e foi seu conselheiro. Ele diz que não conhecia os casos de corrupção, e eu acredito, mas não é suficiente. Tinha que saber e deveria fazer algo", afirmou o asiático, em entrevista ao jornal francês "L'Équipe". Chung garantiu que no período em que atuou como vice-presidente da Fifa, ajudou a desenvolver mecanismos de transparência nos contratos e a combater a corrupção na entidade. O sul-coreano, de 63 anos, é um dos herdeiros da empresa Hyundai, e garante ter um plano muito concreto, se for eleito: permanecer um único mandato, para acabar com a corrupção. "A Fifa é uma ONG e em suas origens não era rica. O sucesso financeiro não deve ser seu objetivo prioritário, e seus funcionários devem permanecer humildes, abertos, respeitados, queridos e dignos de confiança", disse Chung. Com uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhões pela revista "Forbes", Chong garantiu que o fato de ele mesmo financiar a própria campanha, o transforma em "menos exposto à corrupção". "O gosto pelo poder, contudo, pode mudar qualquer um, por isso, me comprometo a ter um mandato de apenas quatro anos. Espero que isso me proteja da intoxicação do poder", garantiu o sul-coreano. EFE lmpg/bg

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