Campeão do TUF Brasil revela raiva do oponente por ficar longe da família: “Alguém tem que pagar a conta”
Leonardo Santos encara o irlandês Norman Parke neste domingo, no UFC Natal
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7
Treino pesado, dieta rigorosa e lesões. Não são poucos os obstáculos que separam um lutador no ápice da forma até o momento de pisar no octógono do UFC. Somada a esse mapa, a distância da família é algo que incomoda ainda mais o campeão do TUF Brasil 2, Leonardo Santos.
Apesar de treinar na sede da equipe Nova União, na cidade do Rio de Janeiro, o carioca mora em Campo dos Goytacazes, município que garante distância suficiente para quase não ver o filho e a mulher nas semanas em que faz o camp para cada combate.
E para a primeira luta depois que garantiu o título do reality show, quando terá pela frente o irlandês Norman Parke no próximo domingo (23), sua rotina não foi diferente, o que, de acordo com Leo em entrevista à reportagem do R7, garantiu uma certa raiva como motivação extra para chegar na ponta dos cascos no evento de Natal.
— Sou do Rio, mas moro em Campos com a família. Isso não atrapalha, acaba sendo um incentivo a mais por ficar longe da família. Dá ate mais raiva do oponente que te fez ficar longe da família [risos]. Estou esperando uma guerra. Ele tem três vitórias no UFC, é experiente e malandro. Vou tentar sair com a vitória e agradar público e o patrão.
Ao contrário de sua participação no programa de televisão, Leo se apresentará, a exemplo do que fez em toda a sua carreira no MMA, que começou em 2005, entre os pesos-leves (70 kg), o que, aos 34 anos, implica em ânimos feridos quando o assunto é a dieta.
— Por conta da dieta, eu preferiria ficar na [categoria] de cima, mas se for parar para pensar bem, é melhor ficar até 70 kg, onde fiquei a vida toda. Entrar no UFC e subir de peso não teria o porquê. Vou seguir como peso-leve.
Especialista na arte suave, modalidade em que fez os fãs perderem as contas de quantos títulos acumulou, Leo sabe que é de se esperar que seus oponentes fujam do combate franco no solo. Cenário que, pelas suas contas, deve se repetir diante de Parke. Mas com uma diferença.
— É normal [que rivais fujam da luta no chão], mas ele tem um chão bom, e isso pode dar mais confiança pra ele. Mas, claro, tenho certeza que ele vai tentar manter a luta em pé e buscar um nocaute. Nas lutas que vi, ele anula os rivais no chão, não solta muito o jogo não.
Curiosamente, esse quadro não é novidade para o veterano de 34 anos. Por conta de seu extenso background no pano, não foram poucas as vezes em que ele teve que se virar para trazer o combate para o solo. Fato que, somado à sua pouca experiência na troca de socos em pé, fizeram alguns fãs e amigos duvidarem do êxito da migração entre esportes.
— Quando eu era do jiu-jítsu e mudei, era mais difícil. Eu era considerado o número um do mundo no jiu-jítsu e, no MMA, eu era apenas mais um. Até pegar confiança e começar a me destacar, demorou. Muita gente falava que eu não deveria migrar, e que não daria certo. Mas a resposta para isso é determinação.





