Brasil vive ano positivo no basquete masculino, mas decepciona no feminino
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Bruno Guedes. Redação Central, 23 dez (EFE).- O Brasil voltou a ter papel de destaque no basquete mundial em 2014, pelo título de Tiago Splitter na NBA, com o San Antonio Spurs, pela conquista do Flamengo na Copa Intercontinental e com o sexto lugar da seleção masculina no Campeonato Mundial. O primeiro grande momento aconteceu em junho, quando o pivô catarinense se tornou o primeiro jogador do país a levantar a taça da principal liga do mundo. Splitter marcou 31 pontos e pegou 17 rebotes no somatório dos cinco jogos da decisão, em série na qual o San Antonio Spurs venceu o Miami Heat por 4 a 1. Em sua quarta temporada na NBA, o brasileiro não chegou a repetir o desempenho na temporada regular de 2012/2013, quando atingiu média de 10.3 pontos por jogo. Mas teve crescimento nos playoffs, em que ajudou a equipe a eliminar Dallas Mavericks, Portland Trail Blazers e Oklahoma City Thunder antes de pegar o Heat. O time de Miami, aliás, teve na decisão o astro LeBron James pela última vez. Depois do fim da temporada e sem o anel de campeão no dedo, o ala-pivô decidiu retornar para o Cleveland Cavaliers, para jogar ao lado de Anderson Varejão. Em 2014/2015, a NBA bateu um recorde de participação brasileira. Além de Splitter e Varejão, Nenê (Washington Wizards), Leandrinho (Golden State Warriors), Vítor Faverani (Boston Celtics), além de Lucas Bebê e Bruno Caboclo (Toronto Raptors) formam o elenco do país na competição. Este último, ex-jogador do Pinheiros, teve sua chegada cercada de expectativa depois de ser escolhido na primeira rodada do draft e bom desempenho na pré-temporada. A estreia na competição, no entanto, só aconteceu no fim de novembro, e ficou marcada positivamente. Logo no primeiro lance, quando os Raptors já batiam o Milwaukee Bucks por 101 a 57, Caboclo completou ponte aérea com bela enterrada. Na sequência, o brasileiro pegou um rebote defensivo e ainda acertou cesta de três, no complemento da jogada. No total foram oito pontos e a impressão de que a aposta foi correta. O jovem de 19 anos ficou fora, no entanto, do elenco da seleção brasileira que disputou o Campeonato Mundial, na Espanha. O técnico argentino Rubén Magnano utilizou jogadores mais experientes, e com eles conseguiu quebrar, inclusive uma incômoda série de derrotas para a Argentina. Na primeira fase, a equipe caiu na chave mais complicada e oscilou. A estreia com vitória sobre a França, com direito no placar mostrou que o objetivo era brigar pelos primeiros lugares. Na sequência, novo êxito, sobre o Irã, derrota para a Espanha e resultados positivos contra Sérvia e Egito valeram a vice-liderança. Nas oitavas de final veio o grande momento da campanha, com a vitória com autoridade sobre a 'Albiceleste' por 85 a 65, com grandes atuações de Raulzinho, cestinha do jogo com 21 pontos, e Anderson Varejão, com nove rebotes. Nas quartas, os brasileiros não resistiram aos sérvios, perdendo por 84 a 56. Os europeus conseguiram chegar até a final, aliás, perdendo para os Estados Unidos, que mesmo com time formado sem jogadores de topo da NBA, venceram a final por 129 a 92 e ficaram com o título. Outros momentos marcantes para o basquete do país em 2014 acabaram sendo protagonizados pelo Flamengo, que ganharam o fragilizado Campeonato Carioca e o Novo Basquete Brasil (NBB), superando na decisão o Paulistano, por 78 a 73. Ainda no início do ano, o clube carioca começou sua trajetória na Liga das Américas, superando as duas primeiras fases com 100% de aproveitamento, depois nas semifinais o Aguada, do Uruguai, e na decisão o Pinheiros por 85 a 78. Com o título continental, em setembro, a equipe entrou na disputa da Copa Intercontinental, que consistiu em dois jogos no Maracanãzinho com o Maccabi Tel Aviv, de Israel. No primeiro duelo, derrota por 69 a 66, e no segundo, espetacular vitória por 90 a 77, com atuação decisiva do armador argentino Nicolás Laprovittola. A ótima fase rubro-negra fez a equipe ser convidada para participar da pré-temporada da NBA, realizando três amistosos nos Estados Unidos. Ao todo, foram três derrotas, para Phoenix Suns (100 a 88), Orlando Magic (106 a 88), Memphis Grizzlies (112 a 72), mas a sensação do dever cumprido. Entre as mulheres, a seleção feminina voltou a decepcionar, ficando na 11ª colocação do Campeonato Mundial, que foi disputado na Turquia por 16 seleções. As comandadas por Luiz Augusto Zanon só venceram um jogo em quatro disputados. O pior momento foi a derrota para a seleção francesa, na repescagem, que valia vaga nas quartas de final. O jogo foi completamente dominado pelas europeias, que levaram a melhor por 61 a 48. No fim, o título da competição ficou com as americanas, que na decisão bateram as espanholas por 77 a 64, com grande atuação da ala Maya Moore, que acabou sendo eleita a MVP do torneio. Este foi o quarto título em cinco Mundiais dos Estados Unidos. EFE bg/id











