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Brandão garante que “gosta de sair na mão”, mas promete jiu-jitsu em dia para luta no UFC

Primeiro brasileiro a ser campeão do TUF encara Daniel Pineda neste sábado, nos EUA

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Diego Brandão venceu a 14º edição do TUF americano, em 2011
Diego Brandão venceu a 14º edição do TUF americano, em 2011

Nada é mais atraente para um fã de MMA do que um atleta que sobe no octógono com o status de “promessa de nocaute”, fama diretamente ligada ao brasileiro Diego Brandão, atleta que deixa de lado, e muito, o estereótipo de que um peso-pena (66 kg) não bate forte.

Com 17 vitórias anotadas em sua carreira, Diego fez nove desses oponentes beijarem a lona, possibilidade de destino que deve dar calafrios ao americano Daniel Pineda, oponente com quem medirá forças neste sábado (17), nos EUA.


No entanto, outras cinco vitórias do brasileiro foram conquistadas por finalização, fruto dos treinos de jiu-jitsu iniciados em Fortaleza, sua cidade natal, e hoje aprimorados nos EUA com a equipe Gracie Barra New Mexico, o que lhe dá confiança o bastante para garantir, em entrevista ao R7, que apesar de “gostar de sair na mão”, sua faixa preta está pronta para entrar em ação.

— Não sei se qual o melhor caminho [para vencer Pineda], mas o jiu-jitsu é sempre um caminho interessante para mim. Venci o TUF com uma finalização e minha última luta também. Na casa do TUF, fui muito agressivo de pé, então a galera achou que eu era só aquilo. Gosto de sair na mão, mas derrubar e finalizar também são minhas especialidades.


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De fato, a primeira modalidade de luta praticada pelo cearense foi a arte suave, que lhe ofereceu técnicas suficientes para conquistar importantes vitórias no início da carreira antes de se mudar para os EUA, onde evoluiu como lutador e se tornou completo, em pé e no chão, requisito básico para um atleta de alto nível no MMA atual.


Radicado no Novo México, o aspirante a ídolo de 26 anos mudou de vida e já consegue dedicar tempo integral ao esporte – “Vivo a luta 24 horas por dia” -, situação que propiciou a conquista do TUF 14, em dezembro de 2011.

De lá para cá, uma derrota e duas vitórias no octógono o tornaram conhecido entre os fãs mais adeptos do MMA no Brasil, mas não garantiram presença entre os melhores ranqueados de sua divisão. “Ainda”.


— No ranking do UFC, ainda não apareço entre os 10 melhores, mas sei que vou aparecer em breve. Não sei quantas lutas preciso vencer até ter uma chance ao título, mas sei que vou buscar todas que forem necessárias.

Em reta final de preparação para o combate, e já em processo de perda de peso, Diego deixou claro que seu foco é unicamente Pineda, e ressaltou as habilidades do rival, assim como a importância de uma vitória. No entanto, ainda houve tempo para reafirmar seu sonho de comandar uma edição do reality show TUF e, quem sabe, ao lado do rival conterrâneo Roni ‘Jason’.

— A opção de casar as lutas é do UFC, juntamente com meu empresário, então deixo nas mãos deles. Mas quero muito ser treinador do TUF, isso sim me deixaria louco. Quero muito que esse sonho se torne realidade e, se for contra o Rony Jason, será sensacional!

Para quem acompanha a carreira do atleta, vale uma ressalva. Mesmo com fama de nocauteador, Diego nunca deu este fim a um rival em lutas no UFC, e seu oponente de sábado só foi vencido desta forma em apenas uma oportunidade na carreira. Quem sabe não chegou a hora de dar fim a este jejum?

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