Boas campanhas e nenhum título: Brasil passa em branco nos Mundiais de vôlei
Mais Esportes|Do R7
Douglas Rocha. Redação Central, 23 dez (EFE).- Tanto as seleções brasileiras quanto o Sada Cruzeiro, no masculino, e o Molico/Osasco, no feminino, tiveram bom desempenho nos Mundiais de vôlei realizados em 2014, mas fracassaram no momento de decidir e deixaram o país sem medalhas douradas na temporada. Entre as seleções, tanto a de homens quanto a de mulheres fizeram a melhor campanha nas fases preliminares, mas a primeira foi derrotada pela Polônia na casa do adversário na decisão e ficou com o vice-campeonato. Já a segunda chegou invicta às semifinais, mas foi atropelada pelos Estados Unidos e teve que se contentar com o bronze. Para a equipe masculina, comandada por Bernardinho, a temporada começou com muitas dificuldades na Liga Mundial, de maio a julho. Muito irregular na fase classificatória, o Brasil conseguiu a vaga na fase final apenas no último jogo, vencendo a Itália fora de casa. Depois disso, bateu a Rússia e perdeu para o Irã até chegar às semifinais, em que calou a torcida italiana em Milão com uma contundente vitória por 3 a 0 sobre a 'Azzurra'. O decacampeonato, porém, parou no confronto com os EUA, que levaram a melhor por 3 a 1 na decisão. No Campeonato Mundial, disputado de agosto a setembro na Polônia, a equipe de Bernardinho teve mais tranquilidade no caminho até a final, em que tentou se tornar a única seleção a ficar com o troféu do torneio por quatro edições seguidas, depois das conquistas de 2002, 2006 e 2010. Foram sete vitórias em sete partidas até a terceira fase, com as seis melhores equipes da competição. Na estreia no triangular, o Brasil perdeu a invencibilidade com uma derrota por 3 sets a 2 para a anfitriã. A vaga nas semifinais foi obtida com um 3 a 0 sobre a Rússia, algoz na final olímpica de 2012, e o lugar na quarta decisão seguida veio no tie-break contra a França. Na partida que valeu o troféu, a cidade de Katowice foi tomada pelas cores vermelha e branca, da bandeira de um país em que o vôlei é o esporte mais popular. A seleção brasileira não resistiu à força da torcida e à da equipe da casa e caiu pelo placar de 3 a 1. As mulheres obtiveram uma taça, a do Grand Prix, torneio do qual se tornaram decacampeãs. As duas primeiras fases foram um passeio, com nove triunfos em nove compromissos. Na fase final, um hexagonal, a equipe do técnico José Roberto Guimarães estreou perdendo para a Turquia, mas deu a volta por cima, venceu os cinco jogos seguintes e ficou com o título. No Mundial, em que a seleção feminina buscava um título inédito, a campanha foi parecida com a dos homens, mas a invencibilidade durou ainda mais, até as semifinais. Diante dos Estados Unidos, porém, a seleção não se encontrou em quadra e foi atropelada: 3 sets a 0. Restou o terceiro lugar, conquistado contra a anfitriã Itália, e assistir à final, vencida pelas americanas diante da China. Os clubes brasileiros também tiveram problemas. O Sada Cruzeiro, campeão mundial em 2013, não passou de um quarto lugar em casa, em Belo Horizonte. O campeão da Superliga perdeu para o All Rayyan, do Catar, e depois para o UPCN Voley Club, da Argentina. O troféu ficou com o Belogore Belgorod, da Rússia. No torneio feminino, disputado na Suíça, o Molico/Osasco perdeu na decisão para o Dínamo Kazan, e o Sesi ficou com o terceiro lugar. Maria Antonelli e Juliana foram vencedoras do Circuito Mundial entre as mulheres, com Agatha e Bárbara Seixas em segundo lugar. No masculino, com domínio dos letões Aleksandrs Samoilovs e Janis Smedins pela segunda temporada consecutiva, os melhores brasileiros foram Alison e Bruno, terceiros colocados. EFE dr/id











