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Blatter confiante no sucesso da Copa do Mundo

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A Fifa está otimista em relação ao sucesso da Copa do Mundo no Brasil-2014, declarou nesta sexta-feira o presidente Joseph Blatter em São Paulo, em meio a uma greve no metrô que deixou o já caótico trânsito da cidade ainda pior.

"Nós da Fifa estamos confiantes, o momento será de festa", declarou Blatter aos jornalistas em São Paulo, sede da partida entre Brasil e Croácia que marcará o início do Mundial, no dia 12 de junho.

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Blatter mostrou-se otimista de que "depois do pontapé inicial da competição, o ambiente será melhor".

O secretário geral da entidade, Jérôme Valcke, concordou com o presidente. "Fizemos todo o possível para que o Mundial começasse no dia 12 de junho, para termos os melhores centros de treinamentos".

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"Não há riscos para as primeiras semanas de competição, que são as mais importantes porque são mais equipes", continuou Valcke. "O sentimento do presidente Blatter e do Comitê Organizador é: 'estamos no controle, não temos medo dos próximos dias'", completou.

Uma greve parcial do metrô de São Paulo provocou um engarrafamento matinal recorde de 209 km e deixou centenas de milhares de pessoas sem transporte a uma semana do início do Mundial.

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Diversas delegações da Fifa ficaram presas no trânsito por até duas horas e meia, no trajeto entre o aeroporto e o hotel.

Valcke afirmou também que era difícil prever o impacto dos movimentos sociais que deverão acontecer durante a Copa.

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"Trabalhamos com o governo para garantir o acesso aos estádios nos dias de jogo, aconteça o que acontecer", concluiu.

Durante a coletiva de imprensa, Blatter foi questionado sobre se haveria uma nova votação para designar outra sede para o Mundial-2022, em meio das denúncias de corrupção sobre a escolha de Catar.

"Não sou profeta, vamos esperar os resultados da investigação", declarou o presidente.

Michael Garcia e Cornel Borbely, presidente e vice-presidente da Câmara de Investigações da Comissão de Ética da Fifa, informaram que as investigações sobre a eleição que aponto o Qatar com o sede da Copa de 2022 terminarão antes do dia 9 de junho.

O jornal britânico The Sunday Times afirmou na semana passada possuir milhares de e-mails e documentos relativos a supostos pagamentos realizados por Mohamed Bin Hammam, então membro executivo da Fifa para o Qatar.

Esses documentos demonstrariam que Bin Hammam, também presidente da Confederação de Futebol Asiático, pagava em espécie importantes personalidades do futebol internacional para obter seu apoio à candidatura do Qatar.

Bin Hammam teria pago até 200.000 dólares aos presidentes de 30 associações de futebol africanas, assim como 1,6 milhão de dólares ao ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, também vice-presidente da Fifa, que se demitiu em 2011.

pgr-jt/lbc/prz/am

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