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BRASILEIRO 2022

Blatter confiante no sucesso da Copa do Mundo

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A Fifa está otimista em relação ao sucesso da Copa do Mundo no Brasil-2014, declarou nesta sexta-feira o presidente Joseph Blatter em São Paulo, em meio a uma greve no metrô que deixou o já caótico trânsito da cidade ainda pior.

"Nós da Fifa estamos confiantes, o momento será de festa", declarou Blatter aos jornalistas em São Paulo, sede da partida entre Brasil e Croácia que marcará o início do Mundial, no dia 12 de junho.


Blatter mostrou-se otimista de que "depois do pontapé inicial da competição, o ambiente será melhor".

O secretário geral da entidade, Jérôme Valcke, concordou com o presidente. "Fizemos todo o possível para que o Mundial começasse no dia 12 de junho, para termos os melhores centros de treinamentos".


"Não há riscos para as primeiras semanas de competição, que são as mais importantes porque são mais equipes", continuou Valcke. "O sentimento do presidente Blatter e do Comitê Organizador é: 'estamos no controle, não temos medo dos próximos dias'", completou.

Uma greve parcial do metrô de São Paulo provocou um engarrafamento matinal recorde de 209 km e deixou centenas de milhares de pessoas sem transporte a uma semana do início do Mundial.


Diversas delegações da Fifa ficaram presas no trânsito por até duas horas e meia, no trajeto entre o aeroporto e o hotel.

Valcke afirmou também que era difícil prever o impacto dos movimentos sociais que deverão acontecer durante a Copa.


"Trabalhamos com o governo para garantir o acesso aos estádios nos dias de jogo, aconteça o que acontecer", concluiu.

Durante a coletiva de imprensa, Blatter foi questionado sobre se haveria uma nova votação para designar outra sede para o Mundial-2022, em meio das denúncias de corrupção sobre a escolha de Catar.

"Não sou profeta, vamos esperar os resultados da investigação", declarou o presidente.

Michael Garcia e Cornel Borbely, presidente e vice-presidente da Câmara de Investigações da Comissão de Ética da Fifa, informaram que as investigações sobre a eleição que aponto o Qatar com o sede da Copa de 2022 terminarão antes do dia 9 de junho.

O jornal britânico The Sunday Times afirmou na semana passada possuir milhares de e-mails e documentos relativos a supostos pagamentos realizados por Mohamed Bin Hammam, então membro executivo da Fifa para o Qatar.

Esses documentos demonstrariam que Bin Hammam, também presidente da Confederação de Futebol Asiático, pagava em espécie importantes personalidades do futebol internacional para obter seu apoio à candidatura do Qatar.

Bin Hammam teria pago até 200.000 dólares aos presidentes de 30 associações de futebol africanas, assim como 1,6 milhão de dólares ao ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, também vice-presidente da Fifa, que se demitiu em 2011.

pgr-jt/lbc/prz/am

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