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Autoridade propõe abolir comitê executivo da Fifa em plano de reforma

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Por Simon Evans

ZURIQUE (Reuters) - Uma autoridade que supervisiona os esforços de reforma na Fifa elaborou um plano radical para a entidade máxima do futebol, incluindo o fim do seu poderoso comitê executivo, de acordo com uma pessoa com conhecimento do plano.


Domenico Scala, presidente do independente comitê de auditoria e observância da Fifa, propõe a substituição do comitê executivo com uma estrutura dupla. Haveria um comitê de gestão, incluindo profissionais independentes encarregados de garantir o cotidiano da Fifa, e um conselho governativo desempenhando mais um papel de supervisão, disse a fonte.

O conselho governativo, que teria muito menos poder do que o comitê executivo, seria eleito pelo Congresso da Fifa, que consiste em representantes de suas 209 associações em todo o mundo.


A Fifa enfrenta uma pressão sem precedentes por reforma após o indiciamento, em maio, de nove dirigentes de futebol por autoridades dos Estados Unidos sob acusações relacionadas a suborno. Muitos deles participaram do comitê executivo ou tiveram outras posições na Fifa.

Mas as reformas propostas devem enfrentar enorme resistência por parte de muitos dentro da Fifa e das seis confederações regionais, que atualmente exercem muita influência porque nomeiam os membros do comitê executivo. A medida removeria a ligação direta entre as confederações continentais e a estrutura de poder da Fifa.


Um novo comitê de reforma, liderado pelo ex-diretor-geral do Comitê Olímpico Internacional François Carrard, pode ter uma visão diferente, e, embora Scala deva supervisionar os seus esforços, ele não está em condições de controlá-lo.

Além disso, o resultado da votação de 26 de fevereiro para eleger um novo presidente para substituir Joseph Blatter provavelmente vai ter um impacto sobre quaisquer propostas de mudança estrutural importante.

Scala, que é a pessoa encarregada por Blatter para a implementação de reformas, apresentou o plano ao comitê executivo na reunião em Zurique em 20 de julho, acrescentou a fonte.

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