ATP Finals começa com destaque no duelo por número 1
Mais Esportes|Do R7
No fim de uma temporada desgastante para os principais tenistas do mundo, o ATP Finals começa neste domingo em Londres. Será a última chance para o suíço Roger Federer destronar o sérvio Novak Djokovic do posto de número 1 do ranking, apesar da chance ser pequena.
Diferente de outros anos, nesta temporada não houve um tenista que conseguisse se impor durante toda a temporada. Os quatro Grand Slams tiveram campeões diferentes, com dois "intrusos". Djokovic faturou Wimbledon e o espanhol Rafael Nadal mais uma vez venceu em Roland Garros, o suíço Stanislas Wawrinka ficou com o Aberto da Austrália e o croata Marin Cilic conquistou o US Open.
Além disso, os torneios de Masters 1000 também tiveram seus vencedores um tanto quanto "pulverizados". Desta forma, Djokovic chega para disputar o torneio com 9.860 pontos na liderança, contra 8.700 de Federer - se alguém for campeão invicto vai faturar 1.500 pontos. Federer ainda poderá adicionar mais 225 pontos, caso a Suíça vença a França na final da Copa Davis, que será disputada no final do mês.
De forma simples, para Djokovic fechar o ano como o primeiro no ranking da ATP ele precisa vencer três jogos consecutivos e o sérvio caiu na chave A ao lado de Wawrinka, Tomas Berdych e Marin Cilic, considerada mais fácil. Para Federer, resta a dura missão de superar os rivais de seu grupo - Milos Raonic, Kei Nishikori e Andy Murray.
HISTÓRIA - A última vez que um tenista conseguiu se tornar líder do ranking vencendo o ATP Finals foi no ano 2000, com o brasileiro Gustavo Kuerten. Em Lisboa, o russo Marat Safin chegou com o primeiro lugar na disputa e se vencesse três jogos, teria fechado o ano na frente. Ainda estavam na disputa os norte-americanos André Agassi e Pete Sampras, mas o sólido jogo de Guga o levou ao título - até hoje, ele é o único sul-americano a terminar uma temporada como o número 1 do mundo.
Se Federer repetir a façanha de Guga, ele quebrará outro tabu. Desde 1982, com o norte-americano John McEnroe, ninguém consegue fechar o ano como o líder sem ter vencido ao menos um torneio de Grand Slam.






