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BRASILEIRO 2022

Atlético bate Leverkusen nos pênaltis e avança para as quartas da 'Champions'

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Madri, 17 mar (EFE).- Depois de 210 minutos de muito sofrimento e outras dez cobranças de pênalti, os torcedores do Atlético de Madrid puderam enfim comemorar: os atuais vice-campeões da Liga dos Campeões eliminaram o Bayer Leverkusen nesta terça-feira e garantiram vaga nas quartas de final. Repetindo o cenário do primeiro duelo na BayArena, as duas equipes inverteram os papéis no estádio Vicente Calderón. Enquanto o Leverkusen dominou na Alemanha, o Atlético fez valer o mando de campo na Espanha. Fato refletido até no placar tempo regulamentar, no qual os 'colchoneros' devolveram a derrota por 1 a 0, levando o jogo para prorrogação e conquistando a classificação nos pênaltis. Adotando uma postura mais ofensiva do que a normalmente apresentada, o Atlético teve que recorrrer a uma arma tradicional para abrir o placar: a bola parada. Após cobrança de falta de Koke, aos 25 minutos do primeiro tempo, Cani ajeitou de cabeça para Mario Suárez, que vinha de trás. O meia chutou de primeira, mas a finalização desviou em Toprak, enganando Leno. Na etapa final e no tempo extra, o Atlético voltou a mostrar as dificuldades apresentadas contra o próprio Leverkusen na partida de ida. Os alemães recuaram e cozinharam a partida até a cobrança de pênaltis. Raul García e Çalhanoglu começaram desperdiçando para os dois times, mas Griezmann e Rolfes converteram na sequência. Suárez fez para o Atlético, Toprak isolou, mas Koke jogou a vantagem fora após boa cobrança, defendida de forma espetacular por Leno. Castro igualou em 2 a 2 para o Leverkusen, deixando a responsabilidade da decisão da série nos pés de Fernando Torres e Kiessling. O atacante espanhol não desperdiçou, colocando 3 a 2 no placar, diferentemente no alemão, que mandou a bola na direção das arquibancadas, para a alegria do torcedor do Atlético. A equipe do técnico Diego Simeone mantém vivo o sonho de voltar à final da 'Champions' e conhecerá seu adversário nas quartas de final na sexta-feira, quando a Uefa sorteia os confrontos da próxima fase. Com os desfalques do zagueiro Godín e do volante Tiago, suspensos, além do meia Saúl, lesionado na partida de ida na BayArena, Simeone foi obrigado a fazer mudanças na equipe 'colchonera'. Giménez entrou na defesa, enquanto Cani ganhou a disputa com Gabi e acabou assumindo a posição no meio-campo. Outra alteração ocorreu na lateral-esquerda. Por preferência técnica, Guilherme Siqueira não foi relacionado pelo técnico argentino, que preferiu escalar Gaméz no setor. Pelo lado do Leverkusen, a única novidade foi o retorno do zagueiro Toprak, desfalque no primeiro duelo entre as duas equipes, no lugar de Papadopoulos. Em desvantagem no placar agregado e querendo esquecer a atuação ruim no primeiro duelo, o Atlético de Madrid adotou uma postura agressiva no começo da partida. Adiantou a marcação, pressionando a saída de bola da surpresa Leverkusen, que abusava dos chutões. Um desses lançamentos longos terminou nos pés de Bellarabi, aos 9 minutos. O meia alemão dominou na intermediária, limpou os defensores até perto da entrada da área e chutou rasteio. A bola sofreu leve desvio na zaga, assustando o goleiro Moyá. Assim como no jogo de ida, Simeone precisou fazer uma alteração forçada ainda no primeiro tempo. Moyá se machucou sozinho em uma saída do gol, aos 20 minutos, sendo substituído por Oblak. Quando a estratégia de pressionar o adversário no próprio campo defensivo começava a não funcionar, o Atlético contou com a sorte e com a tradicional eficiência nas bolas paradas para abrir o placar. Koke cobrou falta da direita dentro da área, aos 26 minutos. Cani subiu mais alto que a zaga e rolou para a chegada de Mario Suárez, que chutou de primeira, um pouco sem jeito. A bola acabou desviada por Toprak no meio do caminho, enganando o goleiro Leno. O gol que levava o confronto para a prorrogação animou os donos da casa, que passaram a dominar a partida até então equilibrada. Tornou também a missão do Leverkusen ainda mais difícil. Jogando no Vicente Calderón na atual edição da 'Champions', os vice-campeões europeus tinham marcado 11 gols até então, sem sofrer nenhum. A nova empolgação quase se transformou no segundo gol. Aos 30 minutos, Turan lançou Mandzukic cara a cara com Leno. Quando o artilheiro croata se posicionava para chutar, o brasileiro Wendell apareceu na cobertura, impedindo o remate com precisão. Wendell, efetivo na defesa, quase decidiu também no ataque, aos 44 minutos. Após bela jogada e passe de Son Heung, o lateral-esquerdo foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para Drmic, travado pela zaga ao tentar finalizar para o gol, encerrando o primeiro tempo com a vitória parcial do Atlético. Apesar da assistência para o gol de Suárez, Simeone decidiu desistir da aposta em Cani no retorno do intervalo. Tirou o jovem meia de campo, promovendo a entrada de Raul García, mais ofensivo que o companheiro de time. Já pelo lado alemão, Schmidt manteve a equipe que começou o jogo. O início da etapa final foi quase uma repetição do primeiro tempo, exceto pelo fato de o Leverkusen não conseguir se defender com a mesma efetividade. Da mesma forma, o Atlético pressionava, criava pouco perigo e finalizava sem grande precisão. As ameaças ao gol de Leno vinham, principalmente, nas bolas paradas. Os comandados de Roger Schmidt voltaram a encaixar a marcação, truncando o jogo no meio-campo. Esperavam o Atlético no campo defensivo, querendo cozinhar o adversário até o tempo extra e torcendo por um vacilo dos donos da casa para contra-atacar. O Atlético tinha dificuldades para romper a defesa da equipe alemã. E a primeira chance de real perigo só foi ocorrer aos 25 minutos, de novo com Koke em um lance de bola parada. O meia cobrou falta na direção da segunda trave, ninguém conseguiu tocar e a bola passou assustando Leno. O lance parece ter despertado Griezmann. Apagado no jogo, o francês começou a aparecer especialmente pelo lado esquerdo do ataque. Primeiro, aos 28, passou por dois marcadores e cruzou na medida para Turan. Ele tentou ajeitar de letra para Mandzukic, que vinha de trás, mas acabou errando o passe. Cinco minutos depois, o artilheiro croata atuou como garçom, partindo pela direita e encontrando Griezmann livre na área, mas Toprak conseguiu travar na hora da finalização. Os 'colchoneros' voltaram a assustar os torcedores do Leverkusen aos 35, mais uma vez com Griezmann. Em nova jogada pela esquerda, o francês rolou para Turan finalizar firme, obrigando Leno a fazer excelente defesa para evitar a eliminação. Simeone decidiu apostar em Fernando Torres para decidir a classificação ainda no tempo regulamentar, colocando o atacante espanhol no lugar de Mandzukic aos 38 minutos. Schmidt fez a opção contrária, com Son Heung dando lugar a Rolfes. O esboço de criatividade iniciado com Griezmann sumiu nos minutos finais. O Atlético pressionou, levantou bolas na área - até mesmo em cobranças de lateral -, mas não conseguiu evitar a prorrogação. Em momento ruim na partida, o Leverkusen voltou a equilibrar as ações no primeiro tempo adicional. Com o jogo truncado, os atletas pareciam muito nervosos e, com medo de errar, as duas equipes preferiram não arriscar, aguardando a decisão por pênaltis. O Atlético decidiu agitar o jogo no início do segundo tempo da prorrogação. No primeiro lance, Turan fez boa jogada pela direita e encontrou Raul García na área. O atacante dominou e chutou no alto, obrigando Leno a fazer uma grande defesa. O coração do torcedor colchonero parou por poucos segundos aos 5 minutos. Rolfes chutou de muito longe, mas a bola ganhou velocidade e passou muito perto do ângulo de Oblak. Os dois times preferiram não mais se arriscar, levando a decisão da vaga nas quartas de final para os pênaltis. Ficha Técnica:. Atlético de Madrid: Moyá (Oblak); Juanfran, Miranda, Giménez e Gámez; Mario Suárez, Cani (Raul García), Koke e Turan; Griezmann e Mandzukic (Torres). Técnico: Diego Simeone. Bayer Leverkusen: Leno; Hilbert, Toprak, Spahic e Wendell; Castro e Bender (Papadopoulos); Bellarabi, Çalhanoglu e Son (Rolfes); Drmic (Kiessling). Técnico: Roger Schmidt. Gols: Mario Suárez (Atlético de Madrid). Pênaltis: Atlético: Griezmann, Mario Suárez e Torres converteram - Raul García e Koke erraram. Leverkusen: Rolfes e Castro converteram - Çalhanoglu, Toprak e Kiessling erraram. Cartões Amarelos: Giménez, Gaméz, Mario Suárez e Torres (Atlético de Madrid); Spahic, Toprak, Çalhanoglu, Wendell, Kiessling e Papadopoulos (Leverkusen). Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália), auxiliado pelos compatriotas Mauro Tonolini e Lorenzo Manganelli. Estádio: Vicente Calderón, em Madri. EFE lvl/rd

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