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BRASILEIRO 2022

Atleta ucraniano recebe US$200 mil após desclassificação em Jogos Olímpicos de Inverno

Valor é o mesmo do prêmio em dinheiro que a Ucrânia paga aos atletas que ganham uma medalha

Mais Esportes|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O proprietário do Shakhtar Donetsk doou mais de US$200 mil ao atleta Vladyslav Heraskevych após sua desclassificação nos Jogos Olímpicos de Inverno.
  • Heraskevych foi desclassificado por usar um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos, violando regras da competição.
  • Ele perdeu um recurso no Tribunal Arbitral do Esporte horas antes das corridas finais, sendo impedido de competir.
  • O presidente do Shakhtar elogiou Heraskevych e destacou seu respeito e orgulho entre os ucranianos, comparando a doação ao prêmio por medalha de ouro olímpica.

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Além da doação, ele recebeu apoio e elogios do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky Annegret Hilse/ Reuters - 11.02.2026

O proprietário do clube de futebol ucraniano Shakhtar Donetsk doou mais de US$200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) ao atleta de skeleton Vladyslav Heraskevych depois que ele foi desclassificado dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina antes mesmo de competir, devido ao uso de um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na guerra com a Rússia, informou o clube na terça-feira (17).

Heraskevych, de 27 anos, foi desclassificado na semana passada quando o júri da Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton decidiu que as imagens no capacete - representando atletas mortos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 - violavam as regras sobre a expressão dos atletas nos Jogos.


Ele então perdeu um recurso no Tribunal Arbitral do Esporte horas antes das duas últimas corridas de sua competição, tendo perdido as duas primeiras corridas devido à sua desclassificação.

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Heraskevych teve permissão para treinar com o capacete que exibia os rostos de 24 atletas ucranianos mortos por vários dias em Cortina d’Ampezzo, onde fica o centro de deslizamento, mas o Comitê Olímpico Internacional o alertou um dia antes do início da competição que ele não poderia usá-lo lá.


“Vlad Heraskevych foi privado da oportunidade de competir pela vitória nos Jogos Olímpicos, mas regressa à Ucrânia como um verdadeiro vencedor”, afirmou o presidente do Shakhtar, Rinat Akhmetov, num comunicado do clube.

“O respeito e o orgulho que ele conquistou entre os ucranianos por meio de suas ações são a maior recompensa. Ao mesmo tempo, quero que ele tenha energia e recursos suficientes para continuar sua carreira esportiva, bem como para lutar pela verdade, pela liberdade e pela lembrança daqueles que deram suas vidas pela Ucrânia”, disse ele.


O valor é igual ao prêmio em dinheiro que a Ucrânia paga aos atletas que ganham uma medalha de ouro nos Jogos.

O caso dominou as manchetes no início das Olimpíadas, com a presidente do COI, Kirsty Coventry, se reunindo com Heraskevych na manhã de quinta-feira no local da competição, em uma tentativa fracassada de última hora de chegar a um acordo.


O COI sugeriu que ele usasse uma braçadeira preta e exibisse o capacete antes e depois da corrida, mas disse que usá-lo na competição violava as regras de manter a política fora dos campos de jogo.

Heraskevych também recebeu elogios do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

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