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Atleta culpa União Barbarense por suspensão de oito meses

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O meia Luiz Carlos Medina cita com orgulho uma das grandes passagens de sua carreira. Os dois gols que fez pelo Guarani no "Dérbi do Centenário" contra a Ponte Preta em 2012, nas semifinais do Campeonato Paulista. Ele entrou no lugar de Fumagalli e resolveu o jogo, que terminou 3 a 1. No final do torneio, o time perdeu para o Santos e foi vice-campeão, mas Medina virou ídolo.

Depois da passagem pelo Guarani, Medina atuou no XV de Piracicaba e no União Barbarense, onde viveu o pior momento da carreira no ano passado. Foi pego no exame antidoping por causa de corticoides, substância normalmente presente em anti-inflamatório.


Medina denuncia a falta de estrutura do clube como a causa da suspensão de oito meses, de abril a dezembro do ano passado. "A estrutura era precária, com salários atrasados. O médico passava uma vez por semana no clube. Acredito que meu doping tenha sido causado por uma injeção que o massagista me deu antes do jogo. O médico não ia nos dias de jogos", diz o jogador de 26 anos.

"Quando eu recebi a notificação de doping, já havia saído do clube. Tive de pagar tudo do meu bolso. Fiquei oito meses sem receber e sem jogar, correndo atrás da situação. Os maiores culpados foram o clube, o médico e o massagista e eu acabei pagando por tudo isso sozinho."


A assessoria de imprensa do União Barbarense informou que a diretoria atual não poderia comentar o episódio, pois iniciou a gestão apenas neste ano - Medina foi suspenso em maio passado.

O jogador defende que os clubes também sejam fiscalizados nos casos de doping. Ele argumenta que, nos times menores, são os massagistas que costumam aplicar injeções, por exemplo. "É o médico que têm de fazer isso", defende.


O ex-jogador do Guarani conseguiu dar a volta por cima. Hoje, atua na segunda divisão do México, no Potros. Como meia ofensivo, já fez três gols. Está bem, recebe em dia e não pretende voltar ao Brasil agora. "Quero voltar um dia e queria encerrar minha carreira no Guarani."

Além de cobrar fiscalização nos clubes, ele também gostaria que os jogadores tivessem mais chances de defesa no julgamento. "Em meu primeiro julgamento, nem me ouviram direito."


ALECSANDRO - O atacante Alecsandro, do Palmeiras, foi condenado, mas depois absolvido em um caso de doping no ano passado. O primeiro julgamento, em agosto, terminou com a punição e suspensão de dois anos pela presença da substância proibida O-Dephenylandarine no seu organismo.

A defesa do atacante alegou que o componente era fruto de uma reação química de produtos presentes em loções capilares, de uso pelo jogador na época. Em setembro, a Federação Paulista de Futebol recebeu da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês( um comunicado que finalmente absolvia o atacante. "Há de se considerar que este é o primeiro caso relatado no mundo com esta interação metabólica em seres humanos", esclarece o comunicado da Wada.

O volante Arouca foi suspenso preventivamente por um mês, também em 2016, pela presença da substância Hidroxytriamcinolone acetonide. O Palmeiras conseguiu sua liberação até o julgamento, que ainda não ocorreu.

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