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Ataque do São Paulo não marca há cinco jogos; bola parada salva

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Nesta terça-feira, o São Paulo recebe o Mogi Mirim, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista, e vai tentar por fim à pane ofensiva dos últimos jogos. O setor que mais recebeu reforços da diretoria neste começo de temporada, com três contratações, não marca há cinco partidas. O último tentou de um jogador da posição foi marcado pelo reserva, Rogério, contra o Cesar Vallejo, pela fase preliminar da Copa Libertadores.

A pouca produção ofensiva fez o São Paulo marcar três gols nos últimos cinco compromissos, todos eles de bola parada. Contra o Rio Claro, o zagueiro Rodrigo Caio marcou de cabeça após cobrança de falta e voltou a balançar as redes diante do Novorizontino, depois de escanteio. Nessa mesma partida o meia Michel Bastos fez o outro gol do time, ao converter pênalti.


"A maioria dos times vem fechados contra nós, então precisamos criar muitas opções de gol para fazermos. Temos que rodar bem a bola, para que ela chegue rápida nas pontas para que o time possa criar mais", afirmou o zagueiro Rodrigo Caio, que com dois gols marcados é o vice-artilheiro do time na temporada ao lado do volante Thiago Mendes e do meia Michel Bastos.

No último fim de semana, a equipe perdeu para a Ponte Preta por 1 a 0 em Campinas e fez o técnico Edgardo Bauza mostrar preocupação com o pouca produção ofensiva. "A verdade é que está custando muito fazer os gols. Este tem sido um dos problemas maiores. Gostaria que os resultados fossem diferentes. Sigo insistindo que a equipe tem uma identidade, a põe em prática, mas creio que em linhas gerais tem faltado efetividade", comentou o argentino.


Para repor as saídas de Luis Fabiano e Alexandre Pato, responsáveis por 40 gols em 2015, a diretoria se empenhou em reforçar o ataque. Somente para o começo da temporada, o setor recebeu por empréstimo as vindas de Calleri e Kelvin. O São Paulo ainda pagou R$ 4 milhões para trazer Kieza, que pertencia ao futebol chinês. Desse trio, somente o argentino Calleri teve mais oportunidades, ao fazer três gols e ser o artilheiro do time na temporada até o momento.

O setor também convive com um período de má fase de alguns jogadores. Centurión, por exemplo, ainda não teve uma sequência de boas atuações nesta temporada e Alan Kardec, que começou o ano como titular, está sem marcar em 2016. "Muitas vezes a bola está batendo na trave. O time precisa crescer, trabalhar mais a bola, para os atacantes terem mais chances de gol", afirmou Rodrigo Caio.

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