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Arsenal sucumbe ao jovem time do Monaco e fica perto da 5ª queda nas oitavas

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Londres, 25 fev (EFE).- Eliminado nas oitavas de final nas últimas quatro edições da Liga dos Campeões, o Arsenal ficou perto da "quina" nesta quarta-feira ao perder para o Monaco por 3 a 1 em pleno estádio Emirates, no primeiro duelo entre as equipes por uma vaga entre as oito melhores da Europa. Bastante desfalcado, o time do principado se viu obrigado a atuar com cinco jogadores com 22 anos ou menos de idade, o lateral Fabinho e o zagueiro Wallace, ambos brasileiros, além do também lateral Almany Touré, que fez sua estreia na 'Champions', o volante Kondogbia e o meia-atacante Martial. Mas foi justamente na juventude e no maior desejo de vitória que o Monaco levou a melhor e marcou dois gols, um em cada tempo, com Kondogbia e Berbatov - o mais experiente do elenco. Atônito e apático, o Arsenal apenas assistiu e o máximo que conseguiu foi "achar" um gol nos acréscimos, aos 46, marcado por Oxlade-Chamberlain, mas levou o terceiro três minutos depois, marcado por Ferreira-Carrasco. Para evitar a quinta queda seguida nas oitavas, a equipe londrina precisará vencer por dois gols de diferença, desde que marque quatro, ou por uma vantagem ainda maior na partida de volta, em 17 de março, em Mônaco. Ao time do principado, que tenta repetir Barcelona (2011), Milan (2012) e Bayern de Munique (2013 e 2014) e derrubar os 'Gunners' para ir às quartas, cabe até uma derrota por 2 a 0 ou por um gol de desvantagem. Algo que não parece muito provável, já que o Monaco conta com a melhor defesa da atual edição do torneio: dois gols sofridos em sete partidas. O técnico do Monaco, Leonardo Jardim, já tinha três desfalques - o zagueiro Ricardo Carvalho e os volantes Bakayoko e Toulalan, os dois primeiros por lesão, e o último por suspensão. Além disso, o lateral-esquerdo Kurzawa e o meia-atacante Ferreira-Carrasco, que ainda não estavam 100% fisicamente depois de terem sido liberados pelo departamento médico, ficaram no banco em Londres, entrando apenas na segunda etapa. Se Fabinho, revelado pelo Fluminense que atuou no meio de campo, e o zagueiro Wallace, ex-Cruzeiro, foram titulares, o atacante Matheus Carvalho, outro ex-atleta do Tricolor, foi opção entre os reservas e não foi a campo. Já Arsene Wenger, que dirigiu a equipe do principado de 1987 a 1994, não pôde contar com o lateral Debuchy, nem com os meio-campistas Diaby, Arteta e Ramsey, além do meia-atacante Oxlade-Chamberlain, que está em fase final de recuperação e não ficou preparado a tempo. Welbeck passou a falsa impressão de que o jogo seria agitado nos primeiros instantes ao invadir a área com um minuto de bola rolando e chutar por cima do alvo. Dois minutos depois, Gibbs cruzou da esquerda procurando o atacante, mas Abdennour se antecipou e cortou. Os lances foram isolados, já que a partida começou de morna para fria. Aos dez minutos, os jogadores e a torcida dos 'Gunners' ficaram reclamando de pênalti. Wallace se antecipou a Özil, e, embora a bola tenha tocado em sua mão, o árbitro considerou que não houve infração. Uma nova jogada de perigo aconteceu apenas aos 23. Sánchez cobrou escanteio da direita, Giroud ganhou pelo alto na segunda trave e cabeceou para fora. O duelo melhorou apenas no terço final da primeira etapa, com os dois times chutando a gol, o que havia acontecido apenas duas vezes até então. Aos 32, Sánchez recebeu bom passe de Özil e arrematou colocado, encobrindo a meta. A resposta do Monaco veio dois minutos depois, com Martial, que passou no meio de dois e levantou. João Moutinho tentou um voleio, mas a bola mais uma vez foi por cima. Dono do meio de campo no Emirates, tanto defensiva quanto ofensivamente, Kondogbia teve sua boa atuação coroada com um gol, aos 37 minutos. Almamy Touré ganhou de Welbeck na direita, a bola chegou até João Moutinho, que rolou para o volante francês. Ele arriscou de fora e contou com um desvio em Mertesacker para fazer 1 a 0. Com tantos desfalques e uma equipe inexperiente em campo, o Monaco já estava mais disposto a contra-atacar que a agredir desde o começo do jogo, mas isso ficou ainda mais claro no segundo tempo. Isso, no entanto, não impediu que o placar fosse ampliado logo aos sete minutos. Fabinho roubou de Sánchez e puxou o contragolpe em velocidade com Martial, que, no momento certo, rolou para Berbatov. O búlgaro, sim, é experiente, e esperou o momento certo para finalizar tirando de Ospina. O Arsenal poderia ter diminuído aos 11, mas Giroud deu um belo exemplo do que é perder um "gol feito". Sánchez chutou cruzado com força, Subasic deu rebote e, com o goleiro caído, o centroavante francês isolou. Depois disso, quem teve seu momento de protagonista foi João Moutinho. Aos 15, Dirar, aniversariante do dia, desceu pela direita e rolou para o português, que tocou de letra para Martial. Ospina saiu bem e fechou o ângulo. Um minuto depois, o camisa 8 emendou bonito de primeira da ponta esquerda e por centímetros não fez um golaço. A noite não era mesmo do ataque dos 'Gunners'. Aos 19, Sánchez colocou Walcott, que substituíra Giroud, na cara do gol, mas ele bateu em cima de Subasic. No rebote, com o goleiro fora do lance, Welbeck encheu o pé e acertou justamente Walcott, que estava caído. Wenger colocou os donos da casa para frente, com o meia-atacante Oxlade-Chamberlain no lugar do único volante em campo, Coquelin, mas o time ficava cada vez mais vulnerável na defesa. No vacilo defensivo, Moutinho invadiu a área pela esquerda e armou a finalização, mas Mertesacker salvou. O que mais chamou a atenção na parte final foi a apatia dos 'Gunners', que, mesmo diante de sua torcida, foi apático e não demonstrou reação alguma. No Monaco, Jardim colocou Kurzawa e Bernardo Silva nos lugares de Dirar e Martial para reforçar a marcação. Até os acréscimos, o mais próximo que o time anfitrião chegou do gol tinha sido em um voleio torto de Sánchez, que foi diretamente pela linha de fundo, aos 37 minutos. E aos 46, Chamberlain, um dos mais - ou únicos - esforçados do Arsenal, diminuiu, pegando a sobra e batendo firme depois de cortar Kondogbia. Mas ainda houve tempo para que os visitantes fizessem mais um e praticamente "fechassem o caixão". Em mais um contra-ataque, aos 49, Bernardo Silva serviu Ferreira-Carrasco, que acelerou pela direita, entrou na área e bateu cruzado. Ospina desviou levemente, mas a bola tocou na trave e entrou. Ficha técnica:. Arsenal: Ospina; Bellerín, Mertesacker, Koscielny e Gibbs; Coquelin (Oxlade-Chamberlain), Cazorla (Rosicky) e Özil, Sánchez, Welbeck e Giroud (Walcott). Técnico: Arsene Wenger. Monaco: Subasic; Almamy Touré, Wallace, Abdennour e Echiéjilé; Kondogbia, Fabinho e João Mourinho; Dirar (Kurzawa), Martial (Bernardo Silva) e Berbatov (Ferreira-Carrasco). Técnico: Leonardo Jardim. Árbitro: Deniz Aytekin (Alemanha), auxiliado pelos compatriotas Guido Kleve e Markus Häcker. Cartões amarelos: Coquelin, Bellerín e Özil (Arsenal); Echiéjilé e João Moutinho (Monaco). Gols: Oxlade-Chamberlain (Arsenal); Kondogbia, Berbatov e Ferreira-Carrasco (Monaco). Estádio: Emirates, em Londres. EFE dr/id

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