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Após fim dos Jogos de 2016, Rio encaminha concessão do Parque Olímpico

Vencedor da licitação poderá explorar Parque Olímpico por 25 anos

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Vencedor da licitação poderá explorar Parque Olímpico por 25 anos
Vencedor da licitação poderá explorar Parque Olímpico por 25 anos

Após três adiamentos, a Prefeitura do Rio deve definir em 6 de outubro o vencedor da licitação para explorar pelos próximos 25 anos o Parque Olímpico da Barra, na zona oeste. A previsão do município é de que a PPP (Parceria Público-Privada) represente aos cofres públicos um custo anual de cerca de R$ 13 milhões. Pelo edital publicado, o desembolso máximo previsto poderá chegar a R$ 22,48 milhões.

Pelo menos quatro empresas já teriam manifestado interesse em administrar o parque, que sediou 16 modalidades olímpicas durante os Jogos. Das nove instalações que compõem o espaço, sete serão mantidas: as Arenas Cariocas 1, 2 e 3, o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena Rio, o Velódromo e o Centro Olímpico de Tênis.


A Arena do Futuro será desmontada e transformada em escolas, enquanto que o Estádio Aquático será desmembrado — tudo a cargo da empresa que oferecer a menor proposta de contrapartida. Uma pista de atletismo, um alojamento e duas quadras de vôlei de praia deverão ser construídas.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), disse nesta segunda-feira (19) estar otimista.


— Você tem aí basicamente uma geração de renda forte, que é a Arena Carioca 1, que é a maior delas, e a gente está incluindo na PPP a manutenção do Centro Olímpico de Treinamento, que é administrado pelo COB. É um modelo interessante. Essa PPP está avançando. Vamos encerrar esse processo nos próximos 30 ou 60 dias.

O prefeito defendeu a liberação de até R$ 150 milhões por parte do município para o Comitê Rio-2016 cumprir compromissos dos Jogos Paralímpicos. Até o momento, R$ 30 milhões foram gastos para bancar passagens aéreas dos atletas, mas a previsão é de que mais uma parte do montante seja utilizada.


— Nós trabalhamos lado a lado com o Comitê Organizador desde o início. Havia o discurso forte de o comitê se manter com seu orçamento. Mantiveram na Olimpíada e precisaram depois. (...) A prefeitura do Rio já aportou R$ 30 milhões e pagamos isso com muita satisfação. Não poderíamos ter deixado que os Jogos Paralímpicos não acontecessem. Se comparar qualquer tipo de subsídio governamental com os custos dos Jogos, a contribuição é absolutamente ínfima.

O orçamento do Comitê Rio-2016 é de US$ 2,8 bilhões (R$ 9,15 bilhões).


Museu

Encerrados os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, os organizadores se movimentam agora para tentar viabilizar um museu que conte a história da competição. Ele deve ser instalado na Ilha Pombeba, na Barra da Tijuca.

A ilha, com cerca de 50 mil m², foi cedida pelo governo do Estado ao COB (Comitê Olímpico do Brasil), que pretende erguer uma nova sede no local. A intenção é que o museu seja bancado por patrocinadores privados.

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