Advogado diz que Nicolás Leoz se declarará inocente de acusações de corrupção
Mais Esportes|Do R7
Bogotá, 28 mai (EFE).- O ex-presidente da Conmebol Nicolás Leoz ainda não foi notificado das acusações feitas pela justiça americana, que pede sua prisão e extradição, mas se declarará inocente de todas, disse nesta quinta-feira Raúl Barriocanal, um dos advogados do dirigente. "Ele manifesta que desconhece os fatos de corrupção de que o acusam. Seguramente vai negar enfaticamente, no momento em que se conheça especificamente as acusações", disse o defensor, em entrevista à emissora colombiana "Blu Radio". Barriocanal explicou que apesar das informações divulgadas desde ontem, a partir das prisões feitas na Suíça, ainda se fala "genericamente" de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Leoz, de 86 anos, ocupou a presidência da Conmebol durante 26 anos e já foi investigado pela Fifa por um suposto suborno de US$ 20 milhões para apoiar a candidatura do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. Ontem o dirigente foi internado em um hospital de Assunção, no Paraguai, supostamente pelo impacto do recebimento das notícias de prisões vindas da Suíça, entre elas, a de outro ex-presidente da entidade, o uruguaio Eugenio Figueredo, e a do ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Barriocanal lembrou que Leoz passou por quatro cirurgias no coração nos últimos anos, e que não foi até Zurique, afim de participar do Congresso da Fifa, por "prescrição médica". Outro dos advogados do dirigente paraguaio, Ricardo Preda, disse à "Radio Monumental", que as leis do país não contemplam penas de prisão para pessoas de mais de 70 anos, e que, caso condenado, Leoz poderia ficar detido em casa. Fontes do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai revelaram à imprensa local que o pedido de prisão do ex-presidente da Conmebol foi encaminhado à Corte Suprema. Os Estados Unidos têm prazo de dois meses para apresentar a documentação pertinentes ao pedido de extradição de Leoz. EFE cdb/bg











