Acidente com guindaste mata operário na Arena da Amazônia
Mais Esportes|Do R7
SÃO PAULO, 7 Fev (Reuters) - Um acidente com um guindaste usado nas obras da Arena da Amazônia, em Manaus, matou um operário nesta sexta-feira, em mais um acidente fatal envolvendo obras para a Copa do Mundo de 2014, informou a assessoria de comunicação da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Amazonas), ligada ao governo do Estado.
O operário, de nacionalidade portuguesa, desmontava o guindaste, que já não era utilizado na construção da arena e estava estacionado no sambódromo da cidade, ao lado do estádio, quando ocorreu o acidente na manhã desta sexta-feira.
O sambódromo estava sendo utilizado como um ponto de apoio para as obras, segundo a assessoria da unidade gestora, que não forneceu detalhes do acidente.
Este não é o primeiro caso de morte na Arena da Amazônia. Em dezembro, um trabalhador morreu ao cair da cobertura do estádio, e outro operário morreu em um centro de convenções ao lado da arena, local que será usado para reuniões durante a Copa. Familiares disseram que ele sofreu um ataque cardíaco devido ao trabalho intenso.
Operários também perderam a vida em obras de arenas da Copa em Brasília e São Paulo, onde dois trabalhadores morreram em 27 de novembro quando um guindaste desabou sobre parte do estádio que vai receber o jogo de abertura do Mundial, em 12 de junho.
Devido ao acidente em Manaus, o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), cancelou a visita que faria ao estádio, prevista para as 9h30 desta manhã, informou a Agência de Comunicação de Estado do Amazonas (Agecom).
A arena, uma das cinco que ainda precisam ser inauguradas para o Mundial, estava com 96,68 por cento das obras concluídas, segundo a UGP.
O governador disse nesta semana que a Arena da Amazônia está pronta para ser inaugurada a partir de 14 de fevereiro.
A Fifa tinha estabelecido o prazo de dezembro de 2013 para que todos os 12 estádios fossem entregues, porém cinco deles estão atrasados e serão inaugurados a poucos meses da Copa.
(Por Tatiana Ramil, com reportagem adicional de Maria Carolina Marcello, em Brasília)












