Ex-campeã mundial de boxe, Rose Volante desabafa: ‘Rodo esforço serviu para nada’
Lutadora reclama que aposentadoria de atleta é ‘muito ingrata’ e, aos 44 anos, investe em uma nova carreira em outro ramo profissional
Lutas|Do R7
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Rose Volante foi a primeira brasileira a conquistar um título mundial de boxe por uma das entidades mais respeitadas do mundo (no caso dela, a WBO - Organização Mundial de Boxe), mas a glória que ela conquistou no ringue, infelizmente, não valeu muito fora dele.
Pelo menos é isso que ela dá a entender em uma postagem recente em suas redes sociais, em que afirma que “a vida real não se sustenta de aplausos passados”.
O post de Rose começa com uma foto de uma espécie de varal com todas as medalhas que ela conquistou durante sua carreira e, na legenda, a lutadora faz seu desabafo:
“Olho para cada cinturão, para cada medalha e para a história que escrevi no esporte e só consigo me perguntar: para quê? Foram anos de dor, renúncia e entrega absoluta. Dei meu sangue, fiz o que poucos conseguiram e cheguei ao topo do mundo. Mas escrever o nome na história é bonito apenas no papel; a vida real não se sustenta de aplausos passados”, diz ela.
Para Rose, mesmo que se tenha conquistado o mundo, isso é algo que pouco representa no dia a dia.
“A realidade do atleta quando os refletores se apagam é cruel, e hoje me resta a certeza amarga de que todo esse esforço não serviu para absolutamente nada”, desabafa Rose.
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Longe dos ringues desde a sua aposentadoria, em 2020, a atleta criticou a aposentadoria, que, segundo ela, é “muito ingrata”.
“Você precisa ter contatos ou estar no meio puxando o saco o tempo todo para ainda conseguir algo do esporte, ou arriscar a vida em lutas para o pão de cada dia”, diz Rose em seu desabafo.
Após 44 anos de idade, Rose “The Queen” Volante vai se preparando para uma nova carreira em outra área, que, ainda assim, mantém relação com a atividade esportiva.
Cursando o oitavo semestre da faculdade de fisioterapia, Rose vai começando uma nova jornada, que ela mesma enxerga como uma tarefa divina.
Além da faculdade, Rose continua usando suas experiências no boxe a seu favor, seja dando aulas na modalidade, como também estudando aspectos mais sensíveis do esporte.
Em sua carreira acadêmica, Rose já aprofundou seus estudos em possibilidades para ajudar pugilistas que, com o impacto dos golpes, desenvolvem doenças como a encefalopatia traumática crônica e precisam de fisioterapia para evitar a perda de coordenação motora e, sobretudo, para melhorar a qualidade de vida.

















