Lance Thiago Braz, terceiro lugar no salto com vara em Tóquio, comemora: 'esse bronze, tem o maior gostinho de ouro'

Thiago Braz, terceiro lugar no salto com vara em Tóquio, comemora: 'esse bronze, tem o maior gostinho de ouro'

Atleta não desanimou em nenhum momento e não pensou em sair da prova sem subir no pódio  

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O brasileiro Thiago Braz fez história nas Olimpíadas, ele conquistou a medalha de bronze, na última terça-feira (03), na final do salto com vara do atletismo em Tóquio. E ainda por cima, ele atingiu a sua melhor marca da temporada ao saltar 5.87m. Esta é a segunda medalha que ele ganha em Jogos Olímpicos, se for somada ao ouro do Rio em 2016. Sobre isso, ele pareceu não sentir o tempo passar.

- Passou cinco anos voando e não dá nem pra acreditar que 2016, não foi ontem. Foram 5 anos de puro suor, treinamento, emoções. Para chegar aqui em Tóquio feliz com a medalha de bronze. (...) Foram cinco anos de grandes emoções que passamos juntos e a recompensa veio.

O atleta permaneceu obstinado, agradeceu várias vezes o apoio da família, dos amigos e dos patrocinadores e não desanimou em nenhum momento.

- Eu falei toda hora que dali não sairia de mãos vazias. (...) Cada um tem um trajeto de vida e dificuldades, eu também tenho as minhas dificuldades. (...) Pra mim esse bronze, tem o maior gostinho de ouro. Sei que todos que enfrentaram junto de mim também sentem o mesmo gostinho. Eles sabem que eles arriscaram junto comigo.

Comparado a 2016, os Jogos Olímpicos foram totalmente diferentes em sentido de público, e Thiago conta como driblou a falta daquele calor da torcida brasileira, que não esteve na arquibancada.

- Se eu falar pra vocês que o público não ajuda estaria mentindo, eu acho que a emoção que o público transmite para gente é muito grande. Dá um brilho na competição. Infelizmente, estamos em um período em que não podemos ter. Mas antes da competição todo mundo que estava em volta de mim fez um vídeo e uma comemoração, motivacional. Então eu sempre lembrava dessa motivação na hora da prova. Só dependia de mim naquela hora. As dificuldades estão aí para passarmos por cima delas.

Ele quase perdeu o recorde para o sueco Armanda Duplantis, que foi o vencedor da prova, o adversário tentou três vezes alcançar a marca de 6,19m, mas só chegou a 6,02m. Ele ficou atrás da marca do atual recordista Thiago Braz, que fez 6,18 nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

- Afinal de contas, o recorde era meu, mas não tinha muito o que eu poderia fazer. Mas ele continua sendo meu, porque ele errou e eu sai da prova e continuo com meu recorde.

Sobre a visibilidade do esporte, ele concluiu a coletiva de imprensa pedindo mais apoio e patrocinadores ao atletas brasileiros e esclarece o quão difícil seria chegar em uma Olimpíada sem nenhum tipo de ajuda.

- Eu acredito que nenhum atleta consiga ir para frente sem apoio nenhum. (...) O que que poso fazer é um convite para que as pessoas possam ver os esportes com olhos diferentes. E a todos os atletas é saber o peso que a camisa do Brasil carrega. Não é fácil, quando falamos sobre grandes preparações olímpicas, preparação de competições é muito difícil. A gente precisa desse 'fogo' a mais para conseguir ir para frente. (...) Sem esses apoiadores eu não chegaria onde cheguei e talvez não estaria aqui hoje.

Agora ele pretende voltar logo ao Brasil, pois dia oito de agosto é aniversário de sua esposa e pretende levar a medalha de presente para ela.

Confira o quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio:

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