Susto na estreia, defesa sólida e mata-mata letal: relembre a campanha da Espanha na Copa
Equipe comandada por Luis de la Fuente tropeçou na estreia, mas evoluiu ao longo do Mundial
Lance|Do R7
A Espanha confirmou uma campanha de excelência e colocou a segunda estrela de Copa do Mundo em seu escudo. Uma geração encantadora, que comprovou a importância de continuidade no trabalho, passou por cima dos adversários após um início duvidoso e coroou um elenco repleto de astros. Relembre a campanha da “Fúria” no Mundial, até a grande decisão.
Os comandados de Luis de la Fuente conquistaram o bicampeonato da história da “La Roja” na final contra a Argentina, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com a vitória por 1 a 0. Após a igualdade persistir até o primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, Ferran Torres fez o gol do título.
Espanha evoluiu ao longo da Copa
Tratada como uma das favoritas antes do início da competição, a seleção espanhola estreou com decepção no Grupo H. Em jogo de pouca efetividade e recheado de nervosismo, a equipe empatou sem gols com Cabo Verde, em partida que colocou o goleiro Vozinha em evidência.
Na sequência da chave, começou a aparecer o talento de uma geração cercada de expectativas. Na segunda rodada, Lamine Yamal e Oyarzabal comandaram a goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Já no encerramento da primeira fase, em jogo nervoso em Guadalajara, no México, Álex Baena contou com auxílio luxuoso do goleiro Muslera e anotou o tento que classificou a Espanha. De quebra, o resultado eliminou o Uruguai.
Mata-mata de alto nível
A Espanha começou a fase eliminatória se credenciando novamente ao posto de favorita da chave, ao lado da França, e não deu chances à Áustria. Com dois de Oyarzabal e um de Pedro Porro, despachou com placar de 3 a 0 sem sequer ter sido assustada. Veio, então, um clássico como o primeiro grande desafio da geração na Copa.
Nas oitavas de final, Luis de la Fuente encontrou a estrela que o classificaria nas duas fases seguintes. Contra Portugal, o jogo equilibrado até o fim foi decidido com gol de Mikel Merino aos 46 do segundo tempo, definindo o 1 a 0 para a Espanha. O meio-campista do Arsenal apareceu novamente nas quartas de final e marcou nos últimos minutos para decretar a vitória por 2 a 1 diante da Bélgica.
Já na semifinal, o que era tratado como o “jogo mais esperado da Copa do Mundo”, colocando em choque as duas favoritas ao título, perdeu emoção. Diante da forte França, então 100% de aproveitamento e melhor ataque do Mundial, a Espanha sobrou tática e tecnicamente, controlando as ações e vencendo pelo placar de 2 a 0 sem sofrer com Mbappé, Dembélé, Olise e outros craques franceses.
Final de controle
Para não fugir das projeções, a Espanha dominou a Argentina na final da Copa. Apesar de o 0 a 0 ter persistido no placar até o primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, o time comandado por Luis de la Fuente teve cerca de 70% de posse de bola.
O gol do título saiu dos pés de Ferran Torres. Após levantamento de Pedro Porro, Nico Williams escorou para trás e o camisa sete finalizou com força para dar o segundo título mundial da história da Espanha.














