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Sob ataque, Infantino ganha fôlego no comando da Fifa

Dirigente recebe apoio público de federações após reunião em Rabat

Lance|Do R7

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Gianni Infantino, presidente da Fifa Mark J Rebilas/Imagn Images via Reuters - 19.07.2026

A reunião convocada por Gianni Infantino na quarta-feira (5), em Rabat, no Marrocos, começa a dar um pouco mais de fôlego ao presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). Depois de passar mais de uma semana sob fogo cruzado vindo de diferentes partes do mundo, o dirigente agora começa a receber apoio público de algumas associações nacionais e de pelo menos uma confederação continental.

Aliada de Infantino, a CAF (Confederação Africana de Futebol), que reúne 54 associações de futebol, emitiu nota em favor do dirigente. “O Comitê Executivo da CAF reafirmou por unanimidade seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e agradeceu-lhe pelo apoio prestado ao futebol africano ao longo dos anos”, declarou a entidade na quinta-feira (6).


Além do grupo expressivo, algumas associações nacionais que integram blocos de oposição — ou, pelo menos, que têm evitado tomar um lado — também demonstraram apoio a Infantino. São os casos das federações mexicana, argentina, paraguaia e catariana.

Em comum a elas está o fato de duas terem sido sedes das duas últimas Copas do Mundo, e outras duas estarem entre os locais de jogos do Mundial de 2030.


O apoio público dá forças a Gianni Infantino em um momento em que a Uefa se mantém firme na promessa de boicote às competições da Fifa. A entidade, que reúne 55 associações nacionais, defende uma investigação no projeto de Infantino de vender 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo e reiterou que o presidente da Fifa “perdeu a confiança”.

Além disso, a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, que integra o bloco, pediu a renúncia de Gianni Infantino.


— Ele não tem a confiança institucional necessária para ​governar a Fifa de forma estável nos tempos em que vivemos. Não há mais volta para Gianni Infantino —, afirmou Lise Klaveness.

Gianni Infantino está no comando da Fifa há dez anos, e até semana passada havia certeza de que ele seria reconduzido para mais um mandato, sem qualquer candidato de oposição. Agora o cenário mudou completamente, e se ela conseguir se manter no cargo até março de 2027, quando acontece a eleição, a tendência é de que precise vencer no voto. Os candidatos devem se inscrever até 18 de novembro.

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