Sérgio Rodrigues busca aproximação com o Atlético-MG e ainda 'desarmar a tempo uma bomba' no Cruzeiro

O novo presidente da Raposa quer diminuir a animosidade com o maior rival fora de campo e resolver questões urgentes, como o pagamento ao Zorya, da Ucrânia

Lance

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O novo presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, sabe do tamanho do desafio que terá pela frente, mas ele terá terá de ser um membro do esquadrão anti-bombas para desarmar o explosivo momento da Raposa.

O novo mandatário disse que tem "uma bomba para desarmar" no clube, com os casos de dívidas na FIFA, com a maior urgência o débito com o Zorya, da Ucrânia, pela compra do atacante William, em 2014, no valor de R$ 11 milhões, cujo prazo vence na sexta-feira, 29 de maio.

- É pública a bomba que tem que desarmar na próxima sexta-feira. Graças a Deus está caminhando bem. Tenho uma videoconferência agora para continuar a tentar resolver. Se Deus quiser, vamos anunciar em breve uma solução para a dívida na Fifa do Cruzeiro - disse em uma live da Futclass.

Como o Zorya não aceitou o parcelamento do pagamento, a Raposa deverá receber a ajuda de um dos seus patrocinadores, o Supermercados BH, na figura do seu dono, o empresário e conselheiro do clube, Pedro Lourenço.

Canal de comunicação com o Galo

Na mesma prosa, Sérgio Santos Rodrigues revelou que vai reduzir a relação belicosa com o rival Atlético-MG fora dos campos. Ser amigo do presidente atleticano, Sérgio Sette Câmara, deverá ajudar nesse processo de aproximação.

A paz entre os dois pode até resultar em retorno do clássico Galo x Raposa com duas torcidas no Mineirão.

- Imediatamente, quando fui eleito, fiz um contato com o Sérgio Sette Câmara, que é um amigo pessoal, meu colega advogado. Meu quase xará, porque ele é Sérgio Santos Sette Câmara, eu sou Sérgio Santos Rodrigues. Vem desempenhando um papel muito grande, difícil. Falei com o Alexandre Mattos, diretor de futebol que passou por aqui também. São dois amigos que tenho. É uma proposta, vamos assistir jogos juntos, vamos dividir jogo meio a meio, vamos dar uma coletiva antes, juntos. Porque a gente tem que dar exemplo. Não adianta a gente falar que precisa de paz dentro do campo e ficar um alfinetando o outro o tempo inteiro, para depois ter briga de torcida na rua. Lógico que tem aquela pimentinha, eu vou responder, mas tudo com bom humor e amizade que nós temos- concluiu.