Lance Sem renovar, Felipe Albuquerque faz balanço de trabalho no Paysandu e fala sobre futuro para 2021

Sem renovar, Felipe Albuquerque faz balanço de trabalho no Paysandu e fala sobre futuro para 2021

Dirigente recebeu sondagens de clubes pelo Brasil após decisão da diretoria do clube em não renovar o vínculo após a perda do acesso à Série B

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Depois de não renovar o contrato com o Paysandu, o diretor executivo de futebol Felipe Albuquerque está analisando sondagens e propostas antes de definir o futuro no restante de 2021. Especulado em clubes como Paraná, Figueirense, Criciúma, Vitória e América-MG, o dirigente tem aproveitado o último mês para estudar e se aperfeiçoar na área antes de escolher o destino. Ele foi comunicado da decisão do clube no dia 18 de janeiro, menos de 24 horas depois da perda do acesso à Série B.

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- Eu estou aberto às possibilidades. Surgiram algumas sondagens, sim, mas é preciso que exista a conexão entre o meu modelo de pensar gestão e a maneira como o clube quer ser administrado. É necessária essa sinergia. Acredito que muito em breve estarei de volta no mercado para exercer a minha profissão e realizar o que tanto amo. Por enquanto, tenho estudado muito, finalizei minha pós-graduação de diretor técnico de futebol na universidade europeia. Agora estou estudando a possibilidade de fazer um FIFA Master, um curso de excelência com o selo da FIFA. Busco cada vez mais me capacitar em todas as áreas, o processo de evolução da gestão é constante. Aliado a isso, tenho assistido o maior número de jogos possíveis na televisão e internet.

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Felipe Albuquerque estava no Paysandu desde 2019 e chegou à Curuzu com as credenciais de bons trabalhos no Vila Nova. Entre algumas polêmicas, o profissional fez cerca de 50 contratações em duas temporadas, além de algumas renovações. A equipe paraense bateu na trave pelo acesso à Série B. Dependendo apenas de si, o time perdeu para o Ypiranga-RS na última rodada. Felipe avaliou o trabalho.

- Ao longo desses mais de dois anos à frente do departamento de futebol do Paysandu Sport Club tivemos avanços significativos tanto dentro quanto fora de campo. Falando dentro de campo, chegamos à cinco fases finais com sete campeonatos disputados, somente não chegamos na Copa do Brasil, mas fomos finalistas da Copa Verde (vice campeão), fomos campeões do Paraense, conquistando o 48º título da equipe, chegamos à uma semifinal de campeonato estadual e duas fases finais da Série C do Campeonato Brasileiro - disse, ainda completando:

- Construímos o segundo maior tabu do século em cima do rival, fizemos o menor número de contratações do século 21, mantivemos o treinador mais longevo deste século à frente do Paysandu. Fora o trabalho de valorização das categorias de base, utilizando inúmeros atletas e renovamos os contatos destes para o futuro, isso falando as questões desportivas. Na questão administrativa, demos sequência ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido pelos executivos que lá estiveram conseguimos desenvolver implementar processos muito bem estruturados em todas as áreas, capacitando os profissionais que estavam na equipe. Cumprimos o orçamento estabelecido pelo financeiro desenvolvemos um bom relacionamento com o Administrativo, RH, Jurídico, Patrimônio e todas as áreas multidisciplinares no Departamento de Futebol. Tenho certeza que a longo prazo, o Paysandu vai colher os frutos de tudo isso.

Sobre a questão da parte administrativa, o profissional comentou o que enxerga e prevê quanto aos clubes brasileiros neste sentido, já que ele viajou pelo Brasil por causa dos jogos e conheceu muitos clubes que enfrentou.

- Confesso que sou otimista quanto a essa questão da visão dos clubes brasileiros na parte administrativa. Acredito que evoluiu significativamente na última década e tem uma margem gigantesca de melhora. É como eu digo reiteradas vezes: É uma indústria que movimenta muito dinheiro e precisa de ser tratada como tal. Alguns clubes já estão adotando a figura do CEO. Boa parte dos maiores clubes do Brasil hoje já contam com executivos de futebol. Já alguns clubes desenvolveram o papel do executivo financeiro e do executivo de marketing. Acredito que o avanço desta área nos clubes passa por esse caminho – explicou.

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