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Quais são as chances de Portugal repetir o feito de 2016 e vencer a França na Eurocopa?

Seleçãio das Quinas busca copiar título histórico e bater os Bleus por uma vaga na semifinal continental

Lance

Lance|Do R7


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Portugal terá uma difícil missão nesta sexta-feira (5) diante da França. Em busca de conquistar a Eurocopa pela segunda vez em sua história, a Seleção das Quinas enfrenta os Bleus de Mbappé e Griezmann em busca de uma vaga na semifinal.

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Apesar de uma campanha exemplar nas Eliminatórias, com 100% de aproveitamento, o time comandado por Roberto Martínez entra na partida como azarão. O desempenho até o momento na Euro não agradou: foram duas vitórias, sendo uma delas na bacia das almas, conquistada já nos acréscimos; além disso, uma derrota para a Geórgia no fechamento da fase de grupos, e o empate com a Eslovênia nas oitavas, conquistando a classificação nos pênaltis.

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Mas se o momento não ajuda, a história pode ajudar. Quando se fala em Portugal x França, a memória de muitos costuma ser transportada para o dia 10 de julho de 2016. Há quase oito anos, a equipe de Fernando Santos superava os Bleus em pleno Stade de France para conquistar sua primeira taça na competição.

A construção da partida era semelhante ao confronto desta sexta. Os lusitanos chegavam ao confronto em condição de azarões, lutando contra um estádio lotado de torcedores adversários e uma seleção cada vez mais alinhada - não à toa, conquistaria o mundo dois anos depois. A confiança era baixa, já que no mata-mata, também vinha de jogos longos e cansativos.

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Com a bola rolando, Cristiano Ronaldo, a grande esperança - até hoje - dos portugueses, se lesionaria após dividida com Dimitri Payet ainda no começo de partida. Tentou, saiu para atendimento. Voltou. Saiu novamente. Tentou de novo. Não deu. Portugal perderia sua estrela na primeira etapa e se desesperaria. As chances pareciam derreter. Pareciam.

A França apertava e fazia partida melhor, se aproveitando do jogo psicológico. Griezmann e Giroud parariam em tarde-noite iluminada do goleiro Rui Patrício. Restando 30 segundos para o fim, Gignac, em jogada digna de pivô, acertaria a trave. Não era o dia dos franceses. Com três minutos do segundo tempo da prorogação, Éder, na base da trombada, acertaria um chute de longe no cantinho, para surpreender Lloris e todo o continente. A seleção portuguesa conquistaria seu primeiro título em pleno Stade de France, sem sua referência, com gol de um herói improvável. História de cinema.

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Existem diferenças grandes entre a final de oito anos atrás e o jogo desta sexta. Portugal vinha com a confiança afetada e era uma seleção coletivamente muito abaixo da França. Desta vez, as peças mostram qualidade. Nomes como Bernardo Silva e Bruno Fernandes têm criatividade e liberdade para armar o jogo como gostam, aliados a um Rafael Leão que pode destruir sistemas com o drible. Palhinha e Vitinha correm pelo ataque e cobrem a defesa, num sistema sólido de laterais que atacam e defendem. No gol, um Diogo Costa que transpira tranquilidade. E no ataque, o velhinho Cristiano Ronaldo, com 39 anos, em sua última Eurocopa, quer desencantar. Histórias memoráveis são a especialidade da casa.

Levar para a prorrogação não parece ser o grande segredo. Com jogadores rápidos e com fôlego, a França pode sobrar em confrontos mais longos. O mapa da mina, em uma visão mais analítica, é o jogo pelo lado esquerdo. Jules Koundé deve ser mantido pelo setor francês para marcar Rafael Leão e a dobra de Nuno Mendes. Porém, apesar de ser um zagueiro de origem, o camisa 5 costuma ter dificuldades na marcação de atletas com as características do ponta português, principalmente quando seu time joga com a posse de bola e precisa descer rapidamente para marcar.

A atenção precisará ser redobrada em momentos de confronto defensivo. Um ataque veloz com Mbappé e Griezmann pelas pontas pode custar caro em espaços deixados pelas subidas de Nuno Mendes e Cancelo. Caso jogue com Dembélé no flanco e o craque do Atlético de Madrid centralizado, a velocidade aumenta ainda mais.

O principal desfalque da França é Rabiot, suspenso. Isso significa mais espaço no campo para a construção de Bernardo e Bruno. As saídas são boas para construir jogadas de gol; urge a necessidade, porém, de um Ronaldo iluminado e com faro de gol apurado, o que ainda não se viu nesta Eurocopa. É o cenário perfeito para o capitão das Quinas reescrever a história de 2016 e reviver as noites mágicas europeias que tanto estrelou.

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