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Protestos e confrontos com a polícia marcam abertura da Copa do Mundo

Manifestantes entraram em confronto com forças de segurança próximo ao Estádio Azteca

Lance

Lance|Do R7

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Manifestantes entraram em confronto com forças de segurança próximo ao Estádio Azteca Seila Montes/Reuters - 11.06.2026

A abertura da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por tensão e protestos na Cidade do México. Nesta quinta-feira (11), grupos de manifestantes entraram em confronto com a polícia nos arredores do Estádio Azteca enquanto México e África do Sul disputavam a partida inaugural do torneio.

Os episódios ocorreram após dias de mobilizações na capital mexicana. Diversos movimentos sociais aproveitaram a visibilidade do Mundial para levar suas reivindicações às ruas e denunciar problemas que enfrentam há anos no país.


Entre os manifestantes estavam professores que exigem a revogação da lei do ISSSTE (Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado), aprovada em 2007 durante o governo de Felipe Calderón. Familiares de pessoas desaparecidas e organizações de direitos humanos também participaram dos atos. O objetivo foi chamar a atenção para a crise de desaparecimentos no México. Segundo dados da Anistia Internacional, o país registrava 134.460 pessoas desaparecidas até 25 de maio de 2026.

Os manifestantes afirmaram que as autoridades montaram uma ampla operação policial para limitar o avanço dos protestos em direção ao estádio. Eles classificaram a ação como repressiva. Já o governo local justificou o esquema de segurança como necessário para garantir a realização da partida de abertura e a proteção dos torcedores.


Para o início do Mundial, milhares de policiais foram mobilizados em diferentes pontos da Cidade do México, especialmente nos arredores do Estádio Azteca e em áreas consideradas estratégicas. Apesar do forte aparato de segurança, coletivos e movimentos sociais mantiveram as marchas programadas para o dia da estreia.

Estádio já havia sido palco de manifestações antes da Copa do Mundo

Esta não foi a primeira vez que eventos ligados à Copa do Mundo provocaram protestos na capital mexicana. Em março deste ano, durante a reinauguração do Estádio Azteca e o amistoso entre México e Portugal, manifestantes realizaram atos contra os preparativos para o torneio.

Na ocasião, um grupo ocupou uma importante via próxima ao estádio e promoveu uma partida simbólica de futebol utilizando uma bola coberta por uma máscara que representava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ato teve como objetivo criticar questões relacionadas à organização do Mundial e às políticas associadas ao evento.

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