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Postura de Abel em coletiva vira 'cortina de fumaça' para blindar elenco do Palmeiras

Assunto acabou tomando conta do noticiário do Verdão após empate com o Boca Juniors

Lance

Lance|Do R7


Lance
Abel Ferreira foi criticado pela postura com jornalistas (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A entrevista coletiva de Abel Ferreira após o empate em 0 a 0 do Palmeiras com o Boca Juniors, na Bombonera, acabou sendo o assunto mais falado no noticiário do clube desde quinta-feira (28) para cá. O técnico não gostou de algumas perguntas e acabou dando respostas atravessadas para os jornalistas. Acontece que essa postura acabou servindo para blindar o elenco e mudar o foco das análises.

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Fazendo uma retrospectiva, é importante destacar que o treinador já se irritou na primeira pergunta, que era sobre o ataque ter feito apenas um gol nos últimos cinco jogos. Assim, logo na primeira resposta foi possível ver qual seria o tom da entrevista. Estava claro a irritação seria a notícia.

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E o comportamento se repetiu em todas os questionamentos sobre o ataque e as opções para substituir Dudu. As respostas foram desde "o que o último jogo tem a ver com esse?", até pedir soluções aos próprios jornalistas e sugerir que se consulte o departamento médico se Dudu já pode jogar.

A intenção, na verdade, parecia ser dizer que não há peças suficientes para poder montar o elenco da forma que ele gostaria para enfrentar uma semifinal de Libertadores na Bombonera. Repetidas vezes Abel falou que faz o melhor com o que tem à disposição.

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+ Abel Ferreira se irrita com perguntas sobre opções ofensivas no Palmeiras e ironiza: ‘Quem sabe Dudu jogue’

Ou seja, com isso ele tira o foco da seca de gols, evita que os jogadores sejam expostos como culpados pela má fase ofensiva e indiretamente coloca a culpa em outra esfera, mas sem citar nomes. Em momento algum Abel falou nome de dirigente ou da presidente, nem disse que faltavam jogadores, mas o bom entendedor, entendeu. Aliás, ele somente elogiou seus comandados.

É impossível dizer que o episódio de quinta-feira (28) foi algo estratégico, de caso pensado, mas o comandante já fez isso em outras ocasiões, puxando os holofotes para si e tirando seus atletas do foco. Em momentos decisivos, quando há a possibilidade de o time ser criticado, ele se antecipa e blinda seus jogadores. Quem vira o alvo é Abel, não a equipe.

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Com ou sem intenção, a "cortina de fumaça" já funcionou, pois o assunto "Abel Ferreira" foi debatido à exaustão na TV, no rádio, nas redes sociais, no noticiário... Aparentemente, o treinador ganhou mais alguns dias de blindagem ao elenco e de planejamento para a volta da semifinal da Libertadores. Isso até domingo (1), quando o Palmeiras enfrenta o Bragantino, às 18h30, pelo Brasileirão, e com direito a uma nova coletiva.

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