Lance OPINIÃO: Palmeiras segue muito favorito, mas não pode se contaminar pelo pessimismo externo

OPINIÃO: Palmeiras segue muito favorito, mas não pode se contaminar pelo pessimismo externo

Verdão vem de dois empates seguidos no Brasileirão e viu sua vantagem na liderança diminuir. Parte da torcida já começa a gerar um clima derrota sem muitos motivos

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O Palmeiras decepcionou sua torcida no último domingo, no Allianz Parque lotado, ao empatar em 0 a 0, com o São Paulo, pela 32ª rodada do Brasileirão. Como se não bastasse o tropeço diante de um rival mais frágil, o time chegou a ter dois jogadores a mais. No entanto, não há motivo para o pessimismo que parte da torcida já apresenta. Verdão segue muito favorito para a conquista do título.

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São dois empates em sequência do Alviverde neste momento do campeonato. Primeiro contra o Atlético-GO, fora de casa, em 1 a 1, e esse diante do Tricolor. A vantagem na liderança que era de 12 pontos para o Internacional, vice-líder, caiu para oito em duas rodadas. A distância ainda é muito grande, mas obviamente a tranquilidade diminuiu juntamente com a diferença de pontos.

Aqueles que calculavam garantir o título com quatro vitórias nessas quatro rodadas para não depender de tropeços alheios, já veem os planos adiados. O Palmeiras segue precisando de quatro triunfos para levantar a taça, mas em um universo de seis rodadas restantes. De fato a dificuldade aumentou, nem é preciso argumentar muito.

Os sinais de um abatimento puderam ser notados no clássico do último domingo. A ansiedade para marcar um gol a qualquer custo, com qualquer jogada, foi bastante evidente. Algo muito diferente do que o time demonstrou em tudo o que fez desde o começo da competição. Mas tal comportamento somente veio pelo tropeço em Goiânia na rodada anterior depois de ter aberto 1 a 0 no placar.

Mesmo com o discurso de somar um ponto, de seguir com os objetivos, não era o resultado esperado, nem pelo clube, nem pelos torcedores. Ali a vantagem já havia caído de 12 para dez pontos e para o duelo seguinte já não poderia contar com Rony, suspenso, um jogador que é insubstituível no esquema vencedor de Abel Ferreira.

Essas são questões bem fáceis de notar nesses últimos jogos e realmente a equipe passa por um momento de oscilação de organizar as emoções, mas é preciso que o trabalho tão bem feito por essa comissão técnica e por esses jogadores não seja contaminado pelo clima de pessimismo e de pressão que já cresce em parte da torcida. A liderança continua nas mãos do clube.

São apenas duas derrotas em 32 rodadas, o time ainda não perdeu jogando fora de casa na competição e, de uma forma ou de outra, seriam necessários mais três tropeços consecutivos para ser tirado da primeira posição. Sem contar a invencibilidade de 17 rodadas no Brasileirão, que é mais um argumento grande para tranquilizar.

Claro que é preciso tomar cuidado para o título, que parecia ser questão de tempo, vire um drama ou uma tragédia, mas a situação está bem longe de ser calamitosa. Diante do Avaí, no próximo sábado, há uma chance de ouro para voltar a vencer e restar uma vitória a menos para o título. O Verdão depende apenas dele mesmo.

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