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Loco Abreu: 'Quero ajudar a elevar o Rio Branco e o futebol capixaba'

Em apresentação nesta quarta-feira, atacante explicita desejo de atuar desde o início do Estadual e brinca ao responder sobre chance de 'cavadinha' em pênalti: 'Não, não vou'

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A autenticidade marcou apresentação de Loco Abreu como jogador do Rio Branco-ES. Logo no início de sua entrevista coletiva, realizada na manhã desta quarta-feira no auditório da Unimed Vitória, o atacante mostrou franqueza ao ser perguntado se estaria em plenas condições de atuar na estreia do Campeonato Capixaba:

- Por que não? Quem é atleta não para de treinar! É claro que vamos começar a pegar o ritmo de bola e, com o passar do tempo, vou conversar com o time, teremos o entrosamento. Mas veja uma coisa: quando eu tinha 20 anos, eu corria 8km por jogo. Hoje, corre 7km. Não é a diferença de 1km, a diferença é que tenha um cruzamento para que eu possa fazer o gol.

O Brancão inicia sua busca pelo título capixaba no dia 2 de fevereiro, diante do Rio Branco-VN, no Kleber Andrade.

O jogador de 42 anos contou o que pesou para acertar com o Rio Branco:

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- Pesou o desejo não só do Rio Branco, mas o meu desejo de dar uma possibilidade para que o futebol capixaba suba de patamar no cenário nacional e até ganhe destaque no futebol internacional. Mas claro que também sou um cara exigente. Quis saber onde ia treinar, vi vídeos sobre a torcida, sobre qual era a infraestrutura. Vi que era um planejamento sério, um bom lugar para eu curtir o futebol.

Embora reconheça que chega ao clube capixaba para ser um astro, Loco Abreu diz que seu desejo é dar espaço para os demais jogadores crescerem:

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- Ser uma referência para mim não é novo. Por mais que eu tenha uma trajetória, preciso do time para fazer o meu trabalho, da parte tática. E isto pode dar uma repercussão positivamente dentro de campo para nós. Quero que quando um cara cruzar e eu fizer um gol, todo mundo queira saber quem é este cara que cruzou.

Além disto, o camisa 13 contou o que deseja passar para seus futuros companheiros:

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- O importante é mostrar no dia a dia com os atletas que você não é jogador só dentro de campo. Que você é um exemplo e, por isto, suas ações de fora de campo também são importantes.

O uruguaio também abusou da irreverência ao falar de sua marca registrada. Perguntado sobre as cobranças de pênalti com "cavadinha", ele disse:

- Não! Parou em 2011... - e, em seguida, completou:

- Cada vez que eu chego a algum lugar, me perguntam se vou cobrar um pênalti com cavadinha. Mas em 2011, cobrei dois pênaltis com "cavadinha". Na primeira, errei, enquanto na segunda acertei. Aí, começo a bater nos cantos, para os goleiros acharem que não vou bater assim.

Prestes a iniciar seu ciclo pelo 28º clube na carreira, o uruguaio falou sobre como é chegar a um local com pouca visibilidade. Anteriormente, ele já atuara em clubes de El Salvador e de divisões inferiores de outros países:

- Chega uma hora que posso ajudar muito com minha presença, ajudando independente da parte esportiva. Um exemplo é mostrar que locais têm condições de atletas crescerem, ou até mesmo conscientizar atletas sobre o horário das 16h. Independente da TV colocar este horário, quem corre, quem sofre é o jogador de futebol. Este tipo de mentalidade não tem preço.

O atacante mostrou-se disposto a saborear um prato da moqueca, prato típico da comida capixaba:

- Já me falaram sobre qual é a comida tradicional daqui. Gosto muito de saber do costume da cidade, entender os sentimentos dos jogadores, das pessoas do cidadão. Não vou impor que os cidadãos daqui tomem um chimarrão.

RECEPÇÃO SOB EUFORIA

O camisa 13 também comentou a euforia com a qual foi recepcionado em sua chegada ao Aeroporto de Vitória. Na noite de terça-feira, cerca de 400 torcedores o recepcionaram no evento denominado de "AeroLoco".

- Quando seja uma recepção como esta da torcida do Rio Branco, mostra que o Loco tá forte, o Loco está com moral. Foi maravilhosa, bem maior do que eu esperava - brincou.

Enquanto o uruguaio passava por um corredor de torcedores, a torcida entoou:

"Caiu no hospício, tem que respeitar. El Loco é capa-preta!".

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