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Linha do tempo: entenda toda a confusão entre jogadores e torcidas de Uruguai e Colômbia, pela Copa América

Cafeteros superaram a Celeste pela semifinal do continental, mas apito final teve pancadaria generalizada

Lance

Lance|Do R7


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A confusão entre jogadores e torcedores de Uruguai e Colômbia marcou fortemente as semifinais da Copa América. De um entrevero entre Luis Suárez e Miguel Borja, logo após o apito final, uma pancadaria se instaurou dentro do campo e subiu também para as arquibancadas, manchando a classificação dos Cafeteros à final depois de 23 anos.

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Até mesmo quem assistia ao jogo pela televisão teve dificuldades para entender o que aconteceu no Bank of America Stadium, tendo em vista a rapidez que a briga se desenvolveu. Por isso, o Lance! preparou uma linha do tempo para explicar cada ponto da situação.

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1️⃣🦻 PRIMEIRO ATO
A complicação inicial dos nervos aconteceu no final da primeira etapa. A Colômbia vencia por 1 a 0 e tinha o domínio anímico e técnico na partida. Porém, em falta no meio do campo, Ugarte beliscou Muñoz na parte lateral da barriga. O lateral cafetero, que já tinha amarelo decidiu se desvencilhar da provocação com uma cotovelada. O VAR auxiliou o árbitro César Ramos, que não viu a agressão, mas seguiu as indicações e expulsou o defensor.

2️⃣ 😡 DISCUSSÃO VERBAL
Em um jogo marcado por faltas duras, a expulsão de Muñoz era um indício de que o pós-jogo pegaria fogo. E não foi diferente. Os colombianos seguraram a vantagem na segunda etapa, mesmo com um a menos, e conseguiram a vaga na final. Suárez iniciou uma desavença verbal com Borja, pegando o centroavante ex-Palmeiras pelo peito e falando algo em seu ouvido. Componentes das comissões técnicas das duas seleções chegaram de forma agitada para separar e trocaram empurrões.

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Luisito ameaçou sair da confusão e cumprimentou Castaño, que estava rezando ajoelhado. Porém, ao ver a briga sendo continuada, voltou. Borja se afastava, enquanto Yerry Mina e Luis Sinisterra tiravam satisfações com o centroavante, que apontava para o colombiano como quem explicava o que gerou sua reclamação inicial.

- Sempre acontecem brigas, risadas, palavras, tanto faz. Mas o que mais me incomoda é o jeito de ficar babando, de comemorar a vitória, isso não faz sentido. Eliminamos o Brasil e ninguém passou provocando nenhum jogador brasileiro. Pelo contrário, fomos cumprimentá-los, somos colegas de campo, conhecemos o sofrimento vivido em uma derrota - afirmou Luis, já na zona mista.

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3️⃣ 😇 TURMA DO "DEIXA DISSO"
Suárez e Borja foram separados pelas comissões, mas a situação só aumentou. Jogadores da Colômbia estavam mais preocupados em comemorar a vitória, muito emocionados. Mas a comissão técnica, em viés completamente diferente, optou por dar continuidade à briga. A arbitragem do confronto, que não registrou punições na súmula, observava com certo distanciamento.

4️⃣ 🌧️ CLIMA TENSO
A atmosfera na Carolina do Norte se arrastou para as arquibancadas. Aficionados colombianos, que eram grande maioria no estádio, compraram a briga e começaram a encurralar torcedores uruguaios, além de familiares dos jogadores. Socos e chutes foram trocados; houve quem optasse por tirar foto e gravar a situação, houve quem jogasse copos de cerveja para o alto também. Mas houve confusão e agressões de sobra.

Jogadores da Celeste, percebendo a situação à qual seus familiares eram submetidos, se desesperaram e começaram a pedir clemência. Darwin Núñez, por sua vez, fez mais do que pedir: escalou as grades da arquibancada, enfrentou o entrevero das torcidas, foi agredido com um soco que veio do alto, mas conseguiu arrastar sua esposa e seu filho para o gramado do Bank of America. Veja abaixo em três momentos:

Outras vítimas da exacerbação colombiana foram os dirigentes da Associação Uruguaia de Futebol (AUF). Presentes nos camarotes da arena que recebeu o duelo da semifinal continental, os mandatários, incluindo o presidente Ignacio Alonso, se envolveram na confusão.

5️⃣ 🗣️ SOLTOU O VERBO
Josema Giménez, em entrevista à imprensa sul-americana após o confronto, falou sobre a situação. Sem pestanejar, o zagueiro - um dos jogadores mais experientes do elenco de Marcelo Bielsa - reclamou sobre a falta de segurança no estádio, que receberá a Copa do Mundo dentro de dois anos.

O zagueiro do Atlético de Madrid também chegou a subir às cadeiras, assim como Olivera e Ronald Araújo. Depois de muito tempo, policiais chegaram ao local da pancadaria e prenderam cerca de dez torcedores colombianos, segundo o jornal uruguaio "El País".

6️⃣ 🕊️ MOMENTOS DE PAZ
Ao deixar o estádio da Carolina do Norte, a delegação uruguaia chegou ao hotel em que estavam hospedados. Primeiro, os ônibus dos familiares; depois, Marcelo Bielsa e sua equipe comitiva; por fim, o ônibus dos atletas, que foram escoltados por carros da polícia local. Ao descer, foram recebidos por um grupo de cinco dezenas de torcedores, que dedicaram aplausos aos eliminados.

7️⃣ 🎩 ENTIDADE PRESENTE
Na madrugada de quarta para quinta (11), a Conmebol se mostrou estar a par da confusão entre Uruguai e Colômbia, e fez um comunicado em suas redes sociais, falando sobre o incidente.

- A Conmebol condena energicamente qualquer ato de violência que afete o futebol. Nosso trabalho parte da convicção de que o futebol nos conecta e nos une, através de seus valores positivos. Não há lugar para a intolerância e a violência dentro e fora do campo. Convidamos a todos para que voltem suas paixões para alentar suas seleções e ter uma festa inesquecível - afirmou a confederação sul-americana.

8️⃣ 🗞️ CAPAS DE JORNAL
O "El País", do Uruguai, destacou em sua capa desta quinta a queda da Celeste sendo motivada pela confusão das torcidas. O "As", em sua filial colombiana, ignorou os entreveros e destacou o triunfo histórico e os personagens da classificação, além da manchete: "Resistindo, com caráter e amor à pátria".

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