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Leila Pereira explica por que o Palmeiras entrou com ação milionária contra a WTorre: ‘Clube não recebe nada’

Presidente do Verdão falou sobre a briga na Justiça com empresa parceira do Allianz Parque

Lance

Lance|Do R7


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Leila exige pagamento de dívida de quase R$ 130 milhões (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Na última terça-feira (30), após pedido do Palmeiras, foi aberto um inquérito policial para investigar possíveis delitos da Real Arenas, empresa da WTorre, que teria uma dívida de cerca de R$ 128 milhões com o clube por conta de receitas não repassadas como previsto no contrato de exploração do Allianz Parque. Nesta segunda (5), Leila Pereira, presidente do Verdão, justificou o pedido da abertura do inquérito e a briga na Justiça com e empresa.

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Leila afirmou que o clube "não recebe absolutamente nada" dos eventos que acontecem na arena, com exceção dos jogos realizados pelo Palmeiras como mandante, já que o Alviverde detém 100% da receita de bilheteria.

- As pessoas acham que o Palmeiras ganha milhões com esta parceria e não ganha. Deveria ganhar, sim, um percentual das receitas da Real Arenas, e desde 2015 eles pagaram apenas sete meses. O Palmeiras tem uma execução de quase R$ 130 milhões. Com a operação da Real Arenas, o clube não recebe absolutamente nada - disse a presidente do Verdão, em entrevista à CNN.

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Segundo o contrato selado entre o Palmeiras e a WTorre, o clube tem direito a receber percentuais que crescem gradativamente ano a ano do acordo de exploração do estádio. Ou seja, parte das receitas referentes a exploração de áreas da arena, camarotes, realização de shows, locação de cadeiras e até naming rights devem ser direcionadas aos cofres do Alviverde, algo que não tem acontecido.

A última vez que a WTorre fez o repasse desses valores foi em junho de 2015, há quase oito anos. Foram apenas sete meses em que o acordo foi cumprido: novembro e dezembro de 2014, e entre janeiro e junho de 2015, com exceção do mês de maio. De lá para cá, o Palmeiras nunca mais viu os valores, mas a construtora reconhece que os valores deveriam ser direcionados ao clube em relatórios periódicos. Em 2017, quando o Verdão entrou na Justiça, o valor era de R$ 15 milhões.

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- Não é que o Palmeiras está em litígio com a WTorre, não. De jeito nenhum. Só quer o que é devido. Estamos executando este valor, eles precisam pagar. É uma dívida incontroversa, a Real Arenas confessa este valor, está sendo executado na Justiça Comum. Mas a Justiça é morosa, e quem não quer pagar se aproveita para protelar cada vez mais - concluiu Leila.

Em 2018, a ação foi extinta pela Justiça, com a justificativa de que o assunto deveria ser tratado com os outros que estavam em discussão na corte arbitral, esfera em que as partes vem buscando acordos por conta das divergências da parceria. Por lá, porém, os temas também não têm andado, paralisando outras questões que não ganham sequência devido a esses entraves judiciais.

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O acordo entre as partes é válido por 30 anos, ou seja, termina em novembro de 2044, quando o Palmeiras terá 100% das receitas do estádio. Além dessa discussão de dívida, Verdão e WTorre brigam por conta da implementação do sistema de reconhecimento facial no Allianz Parque.

Enquanto o Alviverde, que tem o controle da operação dos jogos, exige que 100% dos torcedores acessem as arquibancadas por meio de biometria, ou serão barrados, a empresa entende que não há tempo hábil (até 4 de junho) para adequar seus clientes do Passaporte (cerca de sete mil torcedores) a esse tipo de plataforma. A WTorre quer mais testes para viabilizar a migração dos dados dentro do regime das leis. Os dirigentes palmeirenses, porém, não abrem mão da decisão e indicaram uma possível solução para que nenhum torcedor seja prejudicado.

Na partida do último domingo (4), contra o Coritiba, pelo Brasileirão, os clientes do Passaporte, programa de venda de assentos da WTorre, acabaram gerando uma aglomeração no acesso, já que o Palmeiras informou que a entrada seria apenas por biometria facial, mas a empresa afirmou que não implementaria o mecanismo neste momento. Como nem todos os membros do programa realizaram o cadastro, foi preciso fazer uma operação de contingência para que todos conseguissem entrar no Allianz Parque.

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Em nota, a Real Arenas se posicionou de forma contundente contra o novo capítulo e repudiou "esse novo ataque unilateral da presidente Leila Pereira". Confira o comunicado na íntegra abaixo:

"A Real Arenas repudia esse novo ataque unilateral da presidente Leila Pereira. A dirigente tem desrespeitado de forma reiterada as decisões do Tribunal de Arbitragem, que tramita sob sigilo, e tenta atingir de forma injustificável a reputação da empresa parceira da SEP.

Esse novo e despropositado ataque não condiz com a gestão séria da Real Arenas, que investiu na construção do Allianz Parque, reconhecida como melhor arena da América Latina. Vemos com perplexidade a mudança repentina de atitude, uma vez que tivemos nos últimos anos negociações pacíficas relacionadas aos créditos e débitos de parte a parte.

Também nos causa profunda estranheza que este novo factoide aconteça com a ordem de alguém que é cliente Real Arenas na locação de camarotes e dos serviços para operação deles de forma ininterrupta desde 2017, como gestora da Crefisa. Lamentamos este novo capítulo de falta de respeito às autoridades arbitrais nas tratativas e manteremos nossa postura de tratar os trâmites legais nos fóruns adequados".

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