Jogador do NBB visita estudante que sobreviveu ao massacre em Suzano
Americano Shamell, que defende o Mogi das Cruzes, visitou o estudante José Vitor, atacado com um machado durante o massacre que deixou 10 mortos
Lance|Do R7

O jogador de basqueteShamell, que defende o Mogi das Cruzes, visitou, nesta quarta-feira (20), o estudante José Vitor Ramos Lemos, uma das vítimas do massacre que deixou 10 mortos na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no dia 13 deste mês. O estudante é fã de Shamell e sonha em ser jogador de basquete.
Leia também: Há 60 anos, basquete brasileiro igualava futebol e ganhava Mundial
— A gente sabe o que ele e os outros estudantes passaram nesse dia. Não é nada fácil. Foi muito bacana poder visitá-lo para conversar e distrair um pouco disso que ele está passando. Nestes momentos todos eles precisam de ajuda. Foi muito bom conhecê-lo, saber um pouco mais da vida dele e vê-lo sorrindo novamente. Pareceu que ele estava feliz com a minha presença e isso é o mais importante, afirmou Shamell.
COSME RÍMOLI: Exclusivo. Taça do Mundial do Corinthians volta a ser penhorada

O ala entregou alguns presentes ao jovem e convidou José Vitor para assistir ao próximo jogo do Mogi das Cruzes/Helbor nos playoffs do NBB Caixa, no Ginásio Hugo Ramos. O convite deixou José Vitor ainda mais feliz.
— Eu não esperava receber o Shamell na minha casa. Fiquei muito feliz com a presença dele. Eu me espelho nele como superação mesmo. Eu vejo os jogos dele. É um jogador muito disciplinado e que mostra o jogo dele. Eu jogo como ala-armador e ele é uma inspiração para mim, disse o jovem, entusiasmado.

Apesar de ter sido ferido com um machado por um dos assassinos, João não terá sequelas e poderá voltar a jogar basquete. Ele foi caminhando por cerca de 300 metros da escola até o Hospital com o instrumento pendurado no ombro direito. O jovem deve começar a fisioterapia em 30 dias.