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Governo dos EUA justifica veto a árbitro somali por supostos vínculos com terrorismo

Árbitro de 34 anos foi barrado pelo governo norte-americano

Lance

Lance|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de atuar na Copa do Mundo pelos EUA devido a supostos vínculos com terrorismo.
  • Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, foi barrado ao desembarcar em Miami, apesar de possuir um visto válido.
  • O governo da Somália lamentou a decisão, enquanto a Fifa declarou que não interfere em processos migratórios dos países anfitriões.
  • O comissário da CBP afirmou que a entrada nos EUA é negada a quem não cumpre requisitos legais ou representa ameaça, independentemente da profissão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi barrado de entrar nos Estados Unidos Feisal Omar/Reuters - 10.06.2026

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de atuar na Copa do Mundo. A justificativa para a decisão, anunciada na terça-feira (9), baseia-se em supostos vínculos do profissional com “suspeitos de integrar organizações terroristas”. Barrado nos Estados Unidos às vésperas do início do torneio, o juiz integrava a lista dos 52 árbitros escalados pelo comitê organizador.

Bloqueio na alfândega

Eleito o melhor árbitro da África em 2025, Artan faria história como o primeiro representante de seu país a atuar em uma Copa do Mundo. Contudo, o serviço de CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) impediu sua participação no último fim de semana, logo após seu desembarque em Miami.


Uma autoridade norte-americana justificou a inelegibilidade do viajante com base na INA (Lei de Imigração e Nacionalidade), mesmo diante de relatos de que ele portava um visto válido.

— Após uma inspeção mais detalhada, foram descobertas informações desabonadoras, incluindo associação com suspeitos de integrar organizações terroristas — disse a autoridade. “Após uma inspeção mais detalhada, foram descobertas informações desabonadoras, incluindo associação com suspeitos de integrar organizações terroristas”, completou a autoridade.


Indignação e diplomacia travada

O governo da Somália lamentou a decisão e informou que as tratativas com Washington e com a Fifa não obtiveram êxito.

— Suas conquistas internacionais são motivo de honra e orgulho para o povo somali — afirmou o Ministério dos Esportes em comunicado.


A SFF (Federação Somali de Futebol) classificou o episódio como um revés para um profissional reconhecido pela integridade. Em contrapartida, a Fifa adotou postura neutra e declarou que “não participa dos processos migratórios dos países anfitriões, incluindo a concessão de vistos, e foi informada pelas autoridades de que a situação do sr. Artan não será alterada neste momento".

Resiliência e o rigor de Washington

Apesar do episódio, Artan demonstrou tranquilidade no aeroporto de Istambul antes de regressar à Somália:


— Gostaria de agradecer à Fifa por ter me apoiado durante todo esse processo, assim como ao povo somali. Sou muito grato à Fifa e também à CAF (Confederação Africana de Futebol) — declarou o árbitro à Reuters.

Rigidez norte-americana

O comissário da CBP, Rodney Scott, ratificou nesta terça-feira que viajantes são regularmente impedidos de entrar nos Estados Unidos por não atenderem aos requisitos legais ou por representarem uma ameaça.

— Não me importa qual é a sua profissão. A lei continua sendo a lei — disse Scott durante um evento em Washington promovido pelo Center for Immigration Studies, organização que defende políticas de imigração mais restritivas.

— Se você não atende aos requisitos para entrar no país, não vamos permitir sua entrada apenas porque queremos que você arbitre uma partida — completou o comissário.

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