Gabigol na Seleção, Flamengo e luta contra o racismo: Babu Santana abre o jogo ao L!

Ator ex-BBB participou do 'De Casa com o LANCE!' nesta segunda-feira

Lance

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Convidado do 'De Casa com o LANCE!' na última segunda-feira, o ator falou sobre a luta contra o racismo na sociedade e outros preconceitos, como o machismo e a homofobia, e sobre a ascensão do movimento Vidas Negras Importam, que se desencadeou pelo assassinato de George Floyd nos Estados Unidos.

- Pode ter começado tarde, mas que o movimento tenha uma trajetória feliz. A luta contra o racismo se faz necessária, não podemos deixar o racista achar que está tranquilo ser racista, o mesmo para machista e homofobia. Se quer ser, seja com sua vergonha de ser e procure um tratamento, porque isso não é normal. E esse movimento me traz uma alegria muito grande, porque não é normal acontecer o que aconteceu com o (George) Floyd, com o menino aqui na Barra ou a moça em São Paulo. Acho que esse movimento tem que ser intenso em todos os sentidos e devemos buscar a utopia de que um dia todos possamos ser tratados iguais. Oportunismo tem em todo lugar, o negócio deve acontecer independente disso. Os oportunistas vão existir - afirmou.

Por conta da pandemia do COVID-19, os estádios não estão recebendo torcedores para evitar aglomerações. Babu falou sobre o assunto e afirmou que, "assim como teatro sem público e comida sem tempero, futebol sem público é possível, mas não é a mesma coisa."

- O jogador é quem deve mais sentir o impactos (da ausência da torcida). Nós, torcedores, vamos estar em casa ou no estádio com a mesma empolgação. Agora para o jogador deve ser pior... É igual teatro sem público. Se a torcida está ali no último Fla-Flu, o caldeirão ia ferver. Com o estádio cheio é outra parada. É igual fazer um feijão e temperar só com alho. Dá para comer, mas se botar um toucinho, uma orelha de porco, vira uma feijoada. Futebol sem torcida, teatro sem público, comida sem tempero... É possível, mas não é a mesma coisa - opinou.

Um dos principais elos de Babu durante e depois de sua participação no reality show foi a relação com Gabigol. Desde dúvidas sobre sua permanência no início do ano até as conversas depois de sua saída. Em grande fase desde sua chegada ao Flamengo, em 2019, Gabigol já merece uma vaga de titular na Seleção Brasileira? Segundo Babu, sim. Não só o camisa 9, mas também Gerson, o "coringa".

- Eu acho sim. Eu fico torcendo par aisso. Espero que o Tite esteja observando não só o Gabigol como o Gerson, que pra mim é um trator humano. Ele cabe em qualquer Seleção do mundo. É impressionante esse moleque. Eu gosto muito do time do Flamengo, Rodrigo Caio, mas não vou dar muita ideia para depois não ficarem desfalcando meu time (risos). Ano passado ninguém teve mais supremacia numérica do que o Gabigol. Eu estou rezando para que o Jorge Jesus tenha ido e deixe os caras aqui, porque essa dupla eu levaria para qualquer lugar, não só para Seleção. Espero que o Tite convoque essa dupla, porque tem muito tempo que eu não vejo jogadores de Seleção identificados com um time daqui, do Brasil - contou o ator.

Outro grande fator de sua participação no Big Brother foi sua amizade com Felipe Prior, que também conquistou o coração dos boleiros na internet. Babu aproveitou para mandar um abraço para o amigo e ainda confessou que o amor pelo futebol uniu os dois de uma forma natural.

- Queria mandar um abraço para o meu amigo Prior. Tem coisa mais bacana símbolo maior da amizade do que o futebol? Prior é corintiano, Deus perdoa (risos), mas assim, acho acho que a coisa mais linda do mundo é o futebol e a torcida. Como se explica essa paixão? É uma coisa louca, mas você continua apaixonado, vidrado, aí a paixão vira amor. Como explicar esse amor? - encerrou.