Vice do Flu fala em traição, falta de palavra e ingratidão de presidente

Celso Barros usou redes sociais e teve como alvo Mário Bittencourt. Homem forte do futebol, ex-presidente da Unimed reclama de falta de autonomia

Celso Barros posou ao lado de Mario Bittencourt nas eleições do Fluminense

Celso Barros posou ao lado de Mario Bittencourt nas eleições do Fluminense

Lance

A relação entre Celso Barros e Mário Bittencourt parece ter chegado ao fim. Após o presidente do Fluminense vetar a presença do homem forte do futebol, por conta de uma postagem polêmica nas redes sociais, Celso Barros voltou a usar o seu perfil para se manifestar. O dirigente rebateu a barração, afirmando que não precisa de autorização para estar junto ao elenco.

"Na qualidade de Vice-presidente Geral eleito e também Coordenador de Futebol do Fluminense Football Club - em estrita observância ao que fora aprovado pelo Conselho Deliberativo - esclareço que não preciso de autorização de ninguém para acompanhar a delegação e apoiar os nossos atletas e comissão técnica independentemente do local da partida. Aliás, reafirmo que em um momento delicado como este que estamos enfrentando é imperioso que haja união de todos em prol do clube. Respeito a hierarquia e cumpro as determinações estatutárias, contudo, tenho uma história de sucesso com o clube e jamais me acovardarei e abandonarei o grupo! Saudações Tricolores".

Celso Barros detalhou má relação com Mário Bittencourt

Celso Barros detalhou má relação com Mário Bittencourt

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O racha entre os dois ficou ainda mais evidente quando Celso Barros respondeu os comentários feitos pelos torcedores. Primeiro, o dirigente afirmou que foi traído por Mário Bittencourt.

"Minha amiga... mediante a traição citada, eu não obtive o poder de colocar perto de mim aqueles que eram fieis a mim."

Depois revelou que não possui autonomia no departamento de futebol, evidenciando o seu distanciamento do presidente. "Você ou é desinformado ou é amigo do Imperador. Porque eu não tenho autonomia alguma para fazer nada desde o primeiro dia e tenho de viver me defendendo. Lhe pergunto: Como uma pessoa sem autonomia demite um técnico sozinho? Sem chancela. Aliás nem passagens e nem bilhetes eu tenho, né? Como se precisasse. Não te soa mal contada esta história? ST".

Em uma resposta, Celso Barros novamente atacou Mário Bittencourt, afirmando que o presidente foi ingrato e não teve palavra. "Nem autonomia do futebol que ele me prometeu ele deu. O que ele lhe prometeu que ele cumpriu? Ele falou que eu trouxe o Muriel? Ele contou que eu não tenho chancela pra demitir ninguém? Como você mesmo ve aí nessa fúria descabida. Conheça mais os bastidores. Depois da ingratidão, as piores coisas são a traição e a falta de palavra. ST".

Por fim, o vice-presidente geral mais vez mencionou que está havendo traição no clube, após um torcedor pedir a sua saída do Fluminense.

"Eu não sei jogar dama, meu amigo. Eu sei ver pessoas sendo traídas e enganadas e não sei também ficar quieto. Um dia entenderá. ST".

Fim da linha?

Os próximos capítulos prometem ser ainda mais agitados. Por ter sido eleito, Celso Barros não tem como ser exonerado do cargo de vice-presidente geral. No entanto, pode perder os seus poderes no futebol. Para isso, o presidente Mário Bittencourt teria que submeter a mudança ao Conselho Deliberativo. Vale lembrar que a gestão atual fez modificações na estrutura da diretoria, extinguindo por exemplo a vice-presidência de futebol.

Após todos os acontecimentos recentes, a expectativa é de que essa votação possa acontecer o quanto antes tendo em vista que o Conselho Deliberativo é formado por conselheiros eleitos na eleição passada, vencida por Pedro Abad. A partir de dezembro, entram os pares de Mário Bittencourt e Celso Barros, vencedores do pleito realizado em junho, podendo dividir os votos para uma saída do vice-presidente do comando do futebol.

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