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Santos cria protocolo de avaliações para as categorias de base

Garotos passarão por ao menos quatro dias de testes sob os olhares de seis profissionais

Futebol|Do R7

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Lance Divulgação

O atacante Matheus Cunha, campeão olímpico e convocado para a Seleção Brasileira, foi reprovado em testes para as categorias de base do Santos. O lateral-esquerdo Renan Lodi (Atlético de Madrid) e o atacante João Pedro (ex-Fluminense e atualmente no Watford) começaram em uma franquia das escolinhas Meninos da Vila, mas não chegaram a passar pelas categorias de base do Peixe.

Para tentar evitar que casos assim se repitam com frequência, a diretoria do Santos criou um protocolo de avaliações de atletas para as categorias de base. O documento foi produzido pela comissão de assuntos estratégicos após entrevistas com profissionais de todas as áreas ligadas ao processo de formação (técnica, médica, psicológica, assistência social, etc) e tem 36 páginas.

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Pelo protocolo, o único ponto de entrada nas categorias de base deverá ser o departamento de scout, que deverá centralizar as indicações de observadores contratados pelo clube (atualmente são três internos, um para a região nordeste, com base na Bahia, e outro para o interior de São Paulo), donos de escolinhas licenciadas, empresários, etc. Atualmente, o setor é comandado por Rodrigo de Carvalho, observador com passagem pela CBF, que foi contratado nesta temporada.

Assim que uma indicação chegar ao departamento, um analista de desempenho terá a responsabilidade de buscar todas as informações disponíveis sobre os atletas nas mais diversas ferramentas de dados (sites, softwares, etc), além de contatos com profissionais que trabalharam com o potencial contratado. A partir daí, serão três caminhos dentro do clube: indicação para a contratação direta, indicação para uma avaliação presencial ou arquivamento do "processo".

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Se a indicação for aprovada de imediato, a ficha será encaminhada para o setor administrativo para o início do processo de admissão, com passagens pelo RH, área médica, etc.

As avaliações presenciais terão a duração de ao menos quatro dias e serão acompanhadas por seis profissionais do clube. Os potenciais atletas terão dois treinos formais, um coletivo entre eles e um coletivo com o time da categoria a qual o garoto pertence.

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Os avaliadores terão de preencher uma ficha com notas em diversos critérios, como físico (agilidade, impulsão, resistência...), mental (agressividade, concentração, confiança, criatividade...), tático (dinâmica, leitura de jogo, movimentação sem a bola) e técnico (fundamentos, controle, dribles, finalizações, etc).

A ficha dos reprovados será arquivada. Em caso de aprovações, a ficha será enviada ao gerente das categorias de base. Ele deverá conter uma projeção para o jogador dentro do clube e na carreira. O Santos separou em três grupos de atletas: Especial (com projeção para jogar pela Seleção Brasileira), Projeção + (com projeção para jogar nas principais ligas da Europa) e Projeção (com potencial para jogar nacionalmente ou em ligas menores da Europa). Todo o material será entregue ao Comitê de Gestão para a aprovação da proposta final ao atleta.

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A diretoria ainda trabalha na criação de um padrão de bonificação para os donos de escolinhas licenciadas que tiverem jogadores aprovados durante o processo.

Desde a criação do protocolo, o Santos tem avaliado de 90 a 100 atletas por mês.

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